domingo, 25 de julho de 2010

Tédio! cadê você?




Eu não acredito em tédio, mas acredito em momentos. Para alguns o tédio é algo ruim que destrói sua vida e toma sem dó nem piedade seus poucos e curtos momentos viventes nesse planeta.
Ainda me pergunto por que escrevo aqui, será o tédio?
Tédio sacana, acha que vai ser fácil me contaminar com seu ar de possuidor de almas (comigo não manganão). Eu sou meio que um especialistas em fugir do tédio, ele pode se achar o bonzão que vai pegar todo mundo, mas num vai não.....


....o.o


.....


nossa como esta chato escrever esse texto hoje........

...


Hadouken!!! toma isso tédio fdp!


Agora que já matei o tédio que na verdade nunca existiu, vou escrever sobre o tema de hoje que é......éh....(coçando a cabeça)... (POha) vou falar sobre meu dia, que tal?

"Um dia sem tédio"
por Junior Nodachi


Ahh meu dia, meu incrível e fodão dia. Eu sempre começo meu dia com Nescal Serial, o serial radical (puta mentira essa).
Meu dia começa as 09:00 da manhã. Eu sei que é tarde, mas eu sou vagabundo e desempregado, acordo sempre cantando alguma coisa (num sei por que), tipo um, "hoje eu acordei para sorrir mostrar os dentes, hoje eu acordei para matar o presidente" ou qualquer outra (depende). Outro motivo para eu acordar nesse horário é que são agora 01:10 e eu estou aqui no comecinho do texto ainda, enquanto escrevo vou olhando alguns blogs legais que conheço (divulgando :P) http://poetisamediocre.blogspot.com/ (eu amo as poesias dessa guria)e tem também http://jonathanot.tumblr.com/ (já esse é doido igual eu, a diferença é que escreve bem melhor),(num sei quem vai ver isso), blogs famosões num tem vez aqui não.
Hoje eu joguei futebol (peguei o baba) estou com as pernas doendo.
Sim, continuando. Logo depois de acordar vou pro banheiro e tomo banho (gelado), escovo os dentes e outras coisas normais que tomo mundo faz (eu acho).
Tomo café assistindo a Tv globinho (que ficou ruim com o passar do tempo) "Oi garotada!!!", olho meu caderno pra ver se tem alguma coisa pra fazer, normalmente não tem, só faço mesmo se for importante, tipo o relatório de química.
A tv globinho acaba e lá vou eu pra outro banho frio. Agora visto minha armadura medieval/colegial e passo uma escova/pente no cabelo o que é um processo árduo, depois disso saiu num sol de 5447848642487984515484518ºC que faz aqui no nordeste.
Cheguei no colégio hoje até cedo (chego sempre atrasado), na sala não tinha ninguém. Um ar de velho oeste pairava sobre minha cabeça, eu olhava pela porta e não via nenhuma alma viva. Botei a mão no meu coldre e saquei minhas duas pistolas. A primeira era uma Magno 44 prateada com 8 balas e engatilhadas preparadas para matar, a outra era um Colte velho e enferrujado que foi passado como herança pela minha familia, mas sua garra e coragem não era medidas pela sua idade e sim pela sua experiência em tirar e salvar vidas.
Olhei de um lado para o outro naquele corredor sujo e inerte onde só se ouvia gritos e conversar sem compreensão, ajeitei meu chapéu dando um leve toque com meus dedos em sua extremidade frontal abaixando-lhe um pouco.
A poeira e o vento fazia meu sobre-tudo tremular como uma bandeira no dia da independência. Eu caminha, com um passo forte e lento, um atrás do outro, num ritmo perfeito. Eu buscava uma explicação, uma resposta para tal falta de pessoas num lugar normalmente cheio e empesteado de jovens em busca de conhecimento barato.
Avistei um rapaz ele parecia ser inteligente o suficiente para me dar a resposta que tanto precisa naquele momento. Aproximei dele sem estardalhaço, o sol batia em minha cara deixando meus olhos baixos e desprevenidos. Levantei meu chapéu num movimento rápido e majestoso. Nesse momento um raio de sol batia em minha Magno e se atirava em todas as direções, ele olhava fixamente para ela, ele a deseja e eu sentia isso. Olhei em seus olhos negros como a morte, ele tinha um leve sorriso. Fui direto, sem rodeios, naquele momento eu já o conhecia, ele era da minha sala, perguntei:

-Hey boy. Onde estão o povo da sala?

Ele tremia, acho que por causa da minha Magno que agora refletia os raios quentes e fortes do sol em seu rosto branco e pálido, gaguejando respondeu alguma coisa rápida e depois a repetiu de forma mais compreensível.

-Êh..eles estão ...no..no laboratório.

Sem perder tempo direcionei a Magno para o sua testa, bem entre seus olhos, que ele logo os fechou, ouvi ele murmurar algo, mas não me importei. Puxei o gatilho forte e rapidamente, como deve ser puxado, sem medo, sem duvida, sem pena, respeitando tanto a vitima quanto a arma.
Ouviu-se o barulho dos tiros ecoando pelos corredores, alguns correram para ver o acontecido. Todos olhavam para mim e para minha armar, todos com um olhar de raiva e medo, mas ninguém falava nada. E como poderiam falar? estamos em Sin city, não a verdadeira, mas uma que existe dentro de todas as outras de nome e cultura diferente.
Limpei minha armar no meu velho e surrado sobre-tudo, botei ela de volta no meu coldre. Eu estava triste, estava triste por ter gastado duas balas com aquele infeliz. Tirei a simetria de minha Magno só para acabar com uma vida que já estava morta desde seu nascimento? Como sou egoísta, sem humildade, quanto a tal situação. O sangue dele escorria pela parede cujo estava encostado. Nada além de sangue e massa cefálica espalhados por ela e pelo chão.
Uma voz feminina me surpreendeu. Logo pensei, quem será? Ela dizia de forma carinhosa e terna, depois de tudo que eu tinha feito ela parecia não ter medo.

-por que você matou ele? ele não respondeu sua pergunta?

Ela estava brava, era uma idealista num mundo perdido, uma guerreira aparentemente
humilde se botando em meu caminho, querendo interceder numa coisa que não teria mais volta. Ela me olha nos olhos, minha cara de mal para ela só parecia a cara de mais um garoto assustado. Eu a conhecia mais do ela pensava e ela me conhecia também. Ah se eu não fosse tão ligado aos meus ideais assim como ela, eu abandonaria tudo e me jogaria de cabeça em seu sorriso. Mas a verdade é que ela não esta sorrindo. O seu pequeno e quente coração seria premio demais para minha vida de crimes.
A grande verdade é que eu não sabia responde-la, meu coração estava ficando mole, quantas vezes vi essa mulher? uma? duas? não importa, eu teria que responder a sua pergunta. Mas responder de uma forma digna pra não ofende-la, não ofender o morto, não ofender as pessoas, não ofender a minha armar e não me ofender.
Pelo visto estou mais fraco, deve ser as poesias que ando lendo, sabia que não deveria entrar nesse mundo. Meu mundo é a Sin city que existe em todos os lugares, a Sin city que existe na cabeça das pessoas, esse sim é meu mundo.
Abaixei novamente meu chapéu, virei pra ela e falei.

- Eu o matei por que ele sabia demais.

Fui frio como deveria ser, enfrentando-a, olhando em seus lindos olhos castanhos. Ela fica linda em meus sonhos, ela é diferente, mau a conheço e já me sinto mau por não conhece-la mais. Mas minha vida já esta traçada, não a tempo para mudanças, não a tempo para novas escolhas, ela merece coisa melhor.
Continuei caminhando pelos corredores em direção a saida. Tive que correr até o laboratório, que fica longe que só o caralho.
No meio do caminho encontro Itabuna, que é um guri lá da sala. Ele levava uma sacola com umas garrafas que eram nosso trabalho de química, mais dele do que meu pra falar a verdade , eu só tinha feito o relatório, mas eu estava dodoi, então já foi uma grande coisa.
Lá o professor fez altas experiência com nosso produto. (Nós fizemos álcool vei!), tipo agente pegou um coisa doce e botou pra fermentar uns quatro dias e depois "bam!" tava la o álcool, que não era 100% puro, era só 96%, mas já era alguma coisa. Purificamos depois umas 100ml que se transformaram em 10ml. (era pouquinho eu sei) Mas tinha um cheiro bom, (deu até vontade de beber aquela poha)
Éh... já passa das 01:30 e eu aqui....e esta frio aqui ....vou deixar pra continuar amanhã.

(Um dia depois)

Pronto agora sim, uma tarde bonita e legal. Como esta passando Faustão resolvi terminar o texto de ontem.
O álcool que agente fez era feito de cacau, que é aquele negocio que faz chocolate. Depois da aula de química tivemos aula de Arailton, ele deu uma revisão pro teste que ia ter nas duas aulas seguintes, que seriam aplicadas pelo professor Marcelo de história (as aulas dele são do caralho).
Em poucos minutos a fama do álcool de cacau já tinha se alastrado pelo modulo II do colégio, todos falavam que o álcool de cacau era mais produtivo e tal. Mas o grande segredo era o próprio cacau colhido na fazendo dos avós do grande Itabuna.
Deu-se o intervalo e nada de tédio até agora. Alguns guris corriam pelo pátio, meninas se mostravam e causavam inveja umas nas outras e outros ficavam jogados pelos cantos sentados e conversando, tudo na maior agitação.
Conversei um pouco e lá estava eu de volta a sala para o teste. Entrei de forma simples como sempre faço, visualizei minha cadeira que tinha mudado de lugar desde aula de Arailton, sentei lá e esperei.
Quando a prova chegou em minha mãos, peguei a minha e logo passei a restante, Frabricio estava sentado na cadeira atrás de mim. Ele sabia tão pouco quanto eu, mas ele era repetente, de nada isso adiantaria naquele momento.
Escrevi meu nome na prova. Escrevi um parte, por que completo ele não caberia mais uma vez, (eles deveriam aumentar esses espaços pra botar os nomes). No instante que comecei a fazer a primeira questão senti uma coisa estranha, um sentimento, uma emoção me perturbava. Olhei para os lados e nada, todos parados com suas cabeças direcionadas a folha de papel branca.
Um pouco mais de observação depois de alguns minutos, reparei que eles estavam quietos demais, reparei que todos estavam imóveis, não se ouvia um único suspiro. Esfreguei meus olhos achando que algo estava acontecendo comigo, e estava mesmo. Levantei, andei de carteira em carteira, olhando as faces desordeiras dos meus colegas de salas, confesso que alguns nem me dei ao trabalho de olhar, pois não ligava para eles.
Cheguei perto do professor. Ele estava parado, imóvel, como se esteve-se concentrado em algo divino. Toquei nos seus óculos, me vi refletidos neles, eles estavam um pouco sujos e embaçados, tentei limpar com minhas mãos mas piorei a situação.
Derrepente escuto um voz. Eu não entendia no começo, olhei pra os lados procurando de onde estava vindo, quem será que estava acordado e falando? A voz dizia.
- Êi! Êi!
Quando dei por mim, estava eu sentado na cadeira diante da primeira questão da minha prova. Tudo não passará de uma pequeno sonho acordado, uma coisa que acontece normalmente comigo. A voz em questão era só meu colega da cadeira da frente me passando a lista de presença.
Fiz a prova. Fui pra casa pelo mesmo caminho de sempre, o mais longo, longo mas seguro, pois não sou a chapeuzinho vermelho com sua pressa e afobação. Parei em frente ao JJ e fiquei conversando por alguns minutos, fui ver com três colegas o estado da quadra do condômino que na manha seguinte sediaria um pequeno jogo amistoso entre os membros da minha sala. Estava escuro, tínhamos uma mulher entre nós, ela chegou a pouco em Feira, mas pelo visto era mais corajosa do que eu,(ela assisti filmes de terror). Um de nossos amigos foi embora, ficamos em três, no começo achei que estava atrapalhando o clima da conversa, pois ela parece gostar do meu colega. Ele não gosta dela isso é fato comprovado já, não por ela ser feia ou chata, ela é bastante bonita e legal, mas eu também não gosto muito dela, ela é só mais uma colega sem graça. Eu acho que eu sou muito seletivo com as pessoas, isso me isola as vezes, lembro de quando meu professor falava pra mim e soneca (vocês são uns excluídos da sociedade) claro que isso vinha acompanhado de muito xingamento.
Continuamos conversando até a chegada da mãe do meu colega, foi uma conversa meio diferente, o assunto não era dos mais respeitados.
Fomos embora, eu acompanhei ela até na rua dela, não por ser cavalheiro, seria desonesto se não explica-se o fato todo, e sim por ser caminho de minha casa, ela já é grandinha o suficiente para conseguir andar sozinha. Eu acho que mulheres são capazes de fazer qualquer coisa, por que trata-las e forma diferente?
Voltei pra casa, o caminho é sombrio e nefasto. Via brows no horizonte, mas eu estava sem dinheiro e também não ando com celular (Uma meu amigo espatifou com minha katana sem querer e outro meu irmão quebrou, e agora os restos deles ficam jogados dentro da minha gaveta sagrada).
Chego em casa e repito as mesmas coisas que fiz pela manhã, só que troco a tv globinho pelo batv, depois assisto algum filme ou leio um livro, até da a hora de ir ver meu orkut, msn, canal, blog, vlog, hi5, facebook, twitter, e outras coisas desnecessárias pra mim, mas necessaria pra vida em sociedade.
O msn é um bom condutor de expectativas, algumas vezes complica as coisas (quase sempre), converso só com pessoas que eu realmente gosto, depois assisto, toco ou escrevo alguma coisa, enquanto espero o tédio me consumir.
E ele não vem. Como nunca veio, por isso não acredito nele, não acredito em nada. Vou dormi logo após disso, vou pra cama e espero o sono, (nesse eu acredito), e ele vem sempre me fazendo descansar e ativando uma das coisas que mais gosto durante o dia , ou melhor durante a noite. O sonho, não existe nada melhor, nada mais revigorante do que sonhar sonhar com coisa ou pessoas que você gosta, fazendo acontecer coisas que normalmente não aconteceriam e esperando acordar pra ter outro dia a procura do tédio.

Aprendemos com esse texto......(não aprendemos nada com esse texto)
Ahh sim, aprendemos a fazer álcool...fora isso mais nada.
(eu provavelmente vou ler esse texto amanhã e achar horrível, mas esse sou eu, não sou perfeito (ainda), mas gosto de viver, por que não a vida no vazio, não a vida no tédio, só morte).

" O tédio levou um hadouken"
por Junior Nodachi

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O resgate do soldado Ryan



...eu penso as vezes, por que ainda escrevo nesse blog?
(acho que estou é pensando merda)então "arriba".
Essa história se passa em março de 2010, quando eu tive que ir me alistar no exercito. O que parecia ser fácil, mas foi difíiiicil...


"Irmãos de guerra"
por Junior Nodachi


Era um belo e nublado domingo. Eu sentia a brisa da tarde batendo no meu rosto, o barulho dos meus vizinhos comemorando o gol do são paulo e sentia também o forte cheiro de bolo que minha mãe fazia. Tudo corria bem na mais perfeita ordem. Ninguém tinha vindo aqui em casa fazer uma visita, eu não estava estudando para nenhuma prova e meu irmão estava dormindo desde o almoço.
Acomodado numa inércia imensurável meu corpo se encontrava no sofá, livre de qualquer interferência social. Apenas eu, a televisão e o sofá, unidos como um "E.T Avatar azul" nas suas plantas. A concentração era perfeita e uniforme, mau podia piscar os olhos, quando de repente um comercial começa e chamar minha atenção.
Era um comercial sobre alistamento militar, falando que o dia das inscrições estava terminando,(passava um bando de soldados felizes, com suas armas e roupas camufladas, todos dentro do mato pulando com suas caras pintadas de tinta guache).
Eu não queria me alistar, mas era obrigatório. Uma das poucas vezes que eu desejei ser uma mulher. Tomei uma quando significativa de coragem e esbravejei,(Fudeu! vô ter que me alistar).
No dia seguinte fui me informar com meus amigos que já tinham se alistado, para saber o que eu deveria fazer numa situação daquela. Alguns me assustaram bastante (filhos de uma profissional do sexo) outros já foram mais compreensivos e me explicaram que era tudo simples e normal.
Então decidir formar uma companhia para tal missão de alistamento, chamei-a de 1º companhia de tartarugas lentas da 3º divisão do regimento Gamagama nescal com leite de Feira de Santana. Um nome curto e simples pra não trazer dificuldades durante a operação.
Marcamos eu e meus oficiais em minha casa (quer dizer em meu QG) as 05:00 da manha, horário mas que normal por que seria destribuido senhas aos novos aspiras.
Em minha guarnição se encontrava, Futuro soldado Fabio, Futuro Soldado Alvaro e eu (Futuro exterminador do futuro Junior Nodachi). Nós nos encontraria-mos com outra guarnição comandada pelo futuro soldado Dui na central. ( central nem tanto, parecia uma casa velha cheia de foto).
Meu relógio/celular despertou as 05:00, levantei e me preparei para a partida, não se via sinal dos outros integrantes do regimento, o que me preocupava de certa forma. Já eram 06:00 quando decidir ir sem eles, entrei no carro e repensei, vou passar na casa deles, passei na casa do futuro soldado Fabio, ele apareceu de cueca e com uma cara de sono dizendo com uma voz baixa e embolada (pow velho...tu vai mesmo é...?) eu respondi de forma grosseira e irônica (não fdp, passei aqui as 06:00 da manhã por que quero me jogar da ponte da cidade nova e queria saber se você tá afim de ir comigo), ele continuou a falar coisas mas idiotas como (veiu foi mal.....mas acho que perdi minha certidão de nascimento). Nesse momento fiz um biquinho e uma cara de choro e gaguejando falei (pe..per..perdeu foi? Oh..que peeeninha viu.) e fui embora.
Chegava agora na casa do futuro soldado alvaro. Fui recebido pela mãe dele que estava varrendo a calçada. Ele foi simpática e educada, mas não encobriu a mentira do filho, disse de uma vez: Olha jão ele ta morrendo de medo, quase não dormi ontem, separou os documentos e ficava com eles na mão dizendo (eu vou ser obrigado a servi, e agora?). Eu rir pra caralho quando ela contou a história. Ele apareceu na janela com uma cara de sono também e sem camisa, nessa hora eu pensei (poha! todo mundo dormi nú em feira menos eu).
Mandei ele largar de "putaria" e vestir logo a roupa que nós já estávamos atrasados. Ele se arrumou em poucos minutos, o que achei incrível, pois uma vez tinha esperado 1 hora pra ele se arrumar para nós irmos fazer um trabalho de biologia no colégio em um sabado, (o trabalho era capinar a POHA do jardim do colégio que é grande PRA CARALHO!!!), lembro que dessas uma uma hora, 30 minutos foi fazendo a merda de uma escova no cabelo, que ele faz toda vez antes de sair.
Estávamos finalmente prontos, atrasados, mas prontos, tínhamos o destino em nossas mãos. Poderia cortar o céu com um olhar, destruir o chão com uma pisada e parar o tempo com um estralar de dedos.
Chegamos no lugar marcado umas 07:00, eu já avistava a fila na entrada, não era de todo mal, tinha umas 15 pessoas um nossa frente. Descemos do carro e fomos em direção a fila, até que no deparamos com merda a curva do muro (TINHA MAIS UMAS 50 PESSOAS NAQUELA MERDA), olhei para para o futuro soldado alvaro com um olhar de ódio, raiva, dor, com um verdadeiro ódio no meu coraçãozinho.
Eu me perguntava todas as vezes que olhava pra fila no nosso processo de caminhada até o final (por que diabos esses bicho ficou com tanto medo de vim aqui se alistar??ele é grande, forte e com cara de fodão, mas é um miserável medroso)
Logo quando comecei o dito processo de caminhada, avistei o futuro soldado dui, que tinha chegado as 5:45 e por isso foi agraciado com a ficha de numero 09 o que era bastante razoável comparado com minha ficha numero 59.
O atendimento começou as 07:30. Todos mostrando sues documento pra conferir as idades. Eu não tinha feito 18 anos ainda, por isso não tinha que pagar multa. Muita gente teve que pagar multa, uns 70% das pessoas que estavam lá.
Um dos momentos mais assustadores pra mim foi quando eu fiquei na frente do oficial e ele foi me perguntado meus dados (ex: idade, os documentos que eu tinha trazido, blá,blá e blá), ele dava uns dois de minha tanto na altura quanto na largura, aquilo me intimido um pouco. Por analisar meu numero 59 na ficha ele mandou eu só entrar uns 10:30 que seria parcialmente a hora que eles iam chagar no meu numero.
Me dirigir para a praça que fica logo a frente do...(do lugar la onde se alista). Eu sentei e pensei (vou ter que esperar 3 horas aqui?), botei meus pés cruzados no banco, meio que deitando e comecei a cantar (seu guarda eu não vagabundo, eu não delinquente , sou um cara carente EU DORMI NA PRAÇA) e outras musicas relacionadas a praças, bancos e soldados (na fila eu estava cantarolando aquela "marcha soldado, cabeça de papel", mas parei quando o cara da minha frente começou a rir).
Depois de um tempo parados ali, saímos em caminha pelas ruas próximas, era um bairro residencial, não tinha nada além de casas, andamos até umas 09:00, eu já estava morto. Voltamos então para a praça, onde ficamos conversando com Dui (que era a ficha 09 e não tinha entrado ainda).
Logo mandaram agente entrar. Nessa hora eu estava com fome, tinha até um cara vendendo pastel numa bicicleta , falei : vô compara um pastel, mas todo mundo estava entrando e não ia ter lugar onde eu pude-se sentar, então escolhi entrar em vez de comprar o pastel.
Depois de uns breves 5 minutos falei pra Dui guardar meu lugar. Caminhei pela sala de espera com passos largos e fortes, totalmente ritimados como um soldado, quando cheguei do lado de fora (CADÊ O CARA DO PASTEL?), ele tinha sumido, eu dei uma volta no (lugar de alistamento ) e num achei ele, vinham lágrimas nos meu olhos, eu não tinha tomado café, (e agora? o que seria de mim?). Me conformei e segui em frente de barriga vazia.
O futuro soldado Dui foi chamado depois de um tempo, foi uma das chamadas de fichas mas estranhas que eu já vi. A velha que chamava ficou tirando onda com o nome dele, ela ficou chamando com uma voz estranha , estridente : João..Oh! João..cadê você joão, joão,joão. Todos na sala riram até não aguentarem mais.
Esse episódio foi logo superado, por que ele passou a brinca com todos os nomes.
Eu continuava sentado numa cadeira desconfortavel esperando minha vez. Nisso o cara da ficha 58 sentou do lado de gente e começou a falar que ia se alistar, que era muito legal essa vida, que ia ser massa no quartel, e que tinha vantagens. Eu disse logo que não ia me alistar, ele tentou me induzir a mudar de idéia, mas era apenas um amador (a pessoa tem que ser do caralho mesmo pra fazer eu mudar de idéia sobre alguma coisa). Alvaro continuava a falar com Dui, só que eu não prestava muita atenção, pois o assunto era Raquel, Raquel, Raquel, Raquel, Raquel, Raquel, e eu já tava de saco cheio das desilusões amorosas dele (que é uma por mês).
Continuei conversando com o cara da ficha 58 até a hora que ele saiu, (deve ter ido procurar o cara do pastel), eu ficava olhando um mapa grande, desenhado na parede, mostrando todas as participações dos soldados brasileiros nas guerras (era bem legal), ficava também contando as medalhas dos velhinhos que estavam nas fotos espalhadas pela sala.
Era finalmente chagada a minha vez, o meu lindo e gigantesco nome era chamado pela voz estridente da velha. Ela foi logo dizendo : êta nome grande, eu balancei a cabeça e falei : é. (pra quem não sabe , o lance com meu nome é simples. Era o nome do meu avô que passou pra meu pai e que depois foi dado a mim. Em outras palavras, uma be-é-é-elezura).
Depois de mostrar minha carteira pra velha, entrei numa sala, que dava num corredor, que dava em outra sala, onde tinha uma porta, que dava em outras duas salas interligadas, onde tinha três velhos computadores amarelos (amarelos de velho).
Então estava eu lá, de frente a dois computadores livres com suas atendentes, olhei para duas num movimento rápido, enquanto pensava em qual mesa eu sentaria, uma parecia-me familiar, era a cara da minha professora de biologia do ano passado, então sentei na outra. Eu tirei da mochila meu classificador com os documentos e botei sobre meu colo.
A atendente olhava pra mim com uma cara estranha, eu normalmente retribui o olhar, ele continuava olhando, e eu também, ela olhava, eu olhava, ela olhava, eu olhava, ela olhava, eu olhava. Nisso eu cruzei os braços e continuo ela olhava, eu olhava, ela olhava, eu olhava. Foi quando falei (Sim, iae?). Ele voltou o novamente seus olhos escuros e sombrios para mim e falou com uma voz baixa: os documentos.
(MISERAVEL FILHA DA P%$@##TA! POR QUE NÃO PEDIU LOGO ESSA POHA)
Eu realmente quis dizer essas palavras, mas não disse. Entreguei os documentos, ele ficou catando milho no teclado e preenchendo minha ficha de alistamento. Ela me perguntou algumas coisas básicas que achei horrível responder como: ( Qual seu endereço?), eu falei com um carinha que só eu sei fazer (tá no recibo de luz que te dei agora), minha vontade mesmo era dizer outras coisas.
Alvaro tinha acabado de chegar na mesa ao lado e estava esperando a atendente dele preencher sua ficha a também, o cara da ficha 58 também estava la na outra mesa. A atendente depois de muitas perguntas idiotas, (pra que ele me pediu os documentos então?), finalmente fez a unica pergunta que a resposta não estava na sua mão, a pergunta foi feita quase que em sintonia com as outras mesas, eu ouvi quando a mulher que atendia o cara da ficha 58 perguntou, (você pretende seguir carreira no exercito?) e ele respondeu firmemente que sim. Fiquei tenso, minhas mãos suavam um pouco, meu coraçãozinho que já estava sem tanto ódio, batia um pouco mais rápido. Ele me olhou com uma cara de quem estava (comendo giló) e falou (Você não vai se alistar não, né?).
Parei no tempo naquele momento (como assim NÃO VAI SE ALISTAR NÃO???) será que mostrava um valor tão baixo assim?
Tudo bem que minha altura era a mínima, eu tinha 1,68 m, estava 3 sentimentos acima da altura mínima, sará que um cara de 1,68 m não poderia servi seu país?
(Hoje eu tenho 169, mas minto com frequência adicionado uns 3, 4 sentimentos)
Depois dessa viajem que eu tive, que levou nada mais que 2 segundinhos, respondi dizendo (NÃO), eu estava disposto a gritar um "não" tipo aquele do Luke Skywalker, quando descobriu que seu pai Anikin na verdade era o Darth Vader.
Depois melei meu dedo numa tinta preta e passei o papel, parecido com quando se faz carteira de identidade.
Finalmente pude sair daquele lugar. Era já umas 12:30, eu nem fome sentia mais, esperei minha carona vim me buscar, nesse meio tempo entre a chegada do carro da guarnição, acontece uma coisa bem legal. Você a partir da hora que passa pelo portão do(lugar onde se alista), você pensa que é um cara (fodão), eu mesmo não nego que pensei, sai de la pensado (sou fodão vei, sou do caralho), mas três minutinhos depois você acorda pra realidade e passar a pensar outras coisas como( eu sou um oatrio), (eu sou um bosta) ou ( eu só sou um pobre reservista)
Na praça, eu voltei pro banco onde eu estava no começo, quando passou um senhor de idade, um típico velhinho de praça, cabelos brancos, arrastando chinelo, jornal embaixo do braço e óculos guardado com bolso da camisa polo.
(Eu não sei o que é, eu sempre conheço um bando de gente legal em lugares doidos que eu nunca mais vou ver)
Ele sentou no banco e ficou falando da vida dele, que ele tinha servido o exercito, que na época da guerra teve que ir pra outro estado pra ajudar (num sei o que) lá, e que era fodão quando era novo, e que a juventude tava perdida e outras coisas (eu sempre gostei de conversar com gente mais velha. Tipo muito mais velha mesmo, deve ser por que meus avós são uns...uns...ó deixa )
Nisso eu fui pra casa e faltei a aula a tarde por que tinha chegado umas 13:30. Alvaro mesmo assim foi, mas foi por causa de Raquel.


Aprendemos com essa história que quando você vai se alistar demora pra caralho e que você deve ir cedo e com suprimentos.
Aprendemos também que todo velhinho de praça é legal (agora vá passar numa praça de noite e um old brow fdp lhe chamar vá conversar com ele)
Cuidado também com as pessoas que querem que você se aliste no exercito (na verdade elas querem que você morra)

Essa história ia ser toda em ritmo de guerra, com mais ação, mais mentiras e cheias dos remelexos, até o titulo dele tá fodão, mas fica pra próxima (hoje eu to meio sem graça)

(por favor continuem lendo :D não me abandonem) (só deve ter três pessoas lendo essas merdas aqui, mas eu adoro vocês três por isso :P) (depois pago um real de big big pra cada um)
(ahh já estava esquecendo que tenho que ir jurar a bandeira ainda)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Um guri, uma webcan, poucas roupas e um herói



Como hoje eu estou (dodoi) e não fui pro colégio, decidi escrever esse texto aqui.
Ele é um texto meio diferente.
Não vai ser sobre minhas aventuras pessoais, e sim uma narrativa da aventura de outra pessoa.



(Essa história é baseada em fatos reais)

Seu nome é **** ( hehehe não digo :P )
Se ela apenas soubesse o que eu sinto por ela...
Mas ela nunca poderá saber.
Optei uma vez por viver uma vida de responsabilidades.
Uma vida que ela nunca poderá fazer parte.
Quem sou eu?
Sou o Homem-Aranha
com um trabalho para fazer.
E eu sou o Junior Nodachi, e eu,também, tenho um trabalho.

"Caveirão é um pedófilo ou só um cara rebelde?"
por Junior Nodachi


O nome dele era Caveira, um cara como outro qualquer. Eu o conheci a uns cinco anos, ele era até normal nesse época. Dedicado aos estudos, filho exemplar, Amigo pra qualquer hora, um cidadão perfeito.
Eu era apenas um moleque baixinho de personalidade variável, com vários sonhos na cabeça.
Nós estudávamos na mesma sala de aula. Um dia saimos numa excursão para um laboratório. E foi nesse dia que levei uma dentada de uma aranha no braço.
Minha mão ficou pê da vida por que eu estava com um febre do caralho e meu braço tinha inchado.
Depois de uns dias notei que eu estava (fodão), tinha músculos, estava com peito depilado, não usava mais óculos e andava nas paredes. Logo após algumas semanas descobrir que meu destino era salvar o mundo.
Fiz uma roupa (viadada) colante que mostrava todo meu poder.
Salvei e protegi a cidade por vários anos, até a paz reinar nas vidas dos cidadãos.
Semanas antes da minha aposentadoria de herói sair, soube que tinha aparecido um novo vilão em minha cidade, (achei um saco), mas tinha que protege-la pela ultima vez. Investiguei ele por dias e arrecadeis informações, mas não era o suficiente pra atrair ele para minha teia.
Descobrir apenas que ele era um cara fascinado por caveiras, uma coisa meio estranha. Seus ataque estavam cada vez mais indiscretos. Ele atacava garotas inocentes na sua maioria, garotas iludidas com príncipes encantados.
Depois de um emboscada feita por mim, pude finalmente olhar em sua cara e ver seus olhos de vingança. Não acreditei que era meu velho amigo, ele tinha mudado um pouco, mas com certeza era ele. O mesmo cabelo lambido, o mesmo ar de cantor sertanejo, como pessoa tão respeitada poderia virar tal aberração?
Quando perguntei quem ele era ainda acreditando não ser ele, meu suposto velho amigo me respondeu dizendo que era o "Surfista gostozão bronzeado". Fiquei horrorizado, meu próprio amigo que convivi durante todos esse anos tinha virado um pedófilo de internet.
Ele atacava as suas vitimas usando orkut e msn, com um grande poder de indução e um corpo forte e musculoso levava suas vitimas a acredutarem que ele era um cara legal, mas estava apenas interessado em sexo, sexo, sexo e sexo, não que sexo seja uma coisa ruim, mas da maneira que ele ataca suas vitimas era minha responsabilidade detê-lo.
Eu nunca iria suspeitar dele, ele era um cara apaixonado por uma garota, declarou-se a ela num festival, encima do palco falou para quem quiser-se escuta que a amava.
Como um dispositivo poderia ter mudado uma pessoa tão legal? Por que a internet tinha feito isso com ele?
Eu e meus amigos não tinha-mos reparado que ele mudou. Sim tivemos alguns sinais, mas achávamos que era a atitude normal de um recém adebito a grande rede de computadores. Ele começou a falar muito sobre sites adultos e adquiriu uma coleção notável de filmes impróprios. Seu olhar parecia mais estranho que o normal.
O msn dele tinha centenas de mulheres. Mulheres que provavelmente buscam uma aventura fora da realidade e se aventuram no mundo digital.
Ele pioro bastante quando adquiriu uma webcan, a principal arma de um pedófilo, a transformadora de imagens conjuntas a 30 frames, a porta para uma nova dimenção.
Eu me atrevi abrir a webcan dele uma vez, o que foi normal pelo que eu vi, mas pobre garotas emos revoltadas da vida querendo (dá) a qualquer custo, não viram a mesma coisa que eu, e sim uma certo homem nú.
Ele contava seus feitos gloriosos a cada dia, o primeiro par de seios que consegui ver, a primeira dança erótica que consegui induzir, o primeiro encontro e varias outros momentos (nojentos).
Achávamos que tudo não passava de uma brincadeira de um garoto querendo ser mais (fodão) do que os outros. Mas ao ir na casa dele num domingo para fazer uns trabalhos escolares, presenciei a cena com meus próprios olhos. Não pude acreditar, ele estava atacando a prima de um amigo meu (ela é meio puta também), estavam numa conversa (filha da putamente) indecente, no momento passei a pensar, será que todas as mulheres são assim na verdade?
Tenho duvidas até hoje, por isso só sou legal com as pessoas que eu gosto.
Hoje sou apenas mais um herói esquecido num mundo de trevas.
Eu não poderia fugir do meus dever como herói, eu tinha de derrota-lo ou ao menos faze-lo volta ao normal.
Sei que não sou um herói normal, sei que não me preocupo com tantas pessoas como deveria. Mas sou um herói brasileiro, sou apenas o homem aranha, até um mata inseto pode me destruir. Mesmo assim irei lutar, até a ultima teia sair de meu pulso.
Ainda não destruir essa ameaça de cabelos lambidos e escovados, não me aposentarei até conseguir livrar o mundo de pelo menos mais um ser inescrupuloso.

(Essa história ainda não tem um final feliz)
Os fatos apresentados nela foram levemente modificados. Mas eu sei que pessoas como o caveira que na verdade se chama ***** existe de montes. E garotas, garotos e (emos) iludidos também, mas saibam que enquanto meu espírito de herói viver, eu protegerei as pessoas que são importantes para mim.

Se você por um desastre da vida adicionar um amigo meu com um ar de (fodão) e cara de de cantor americano de musica pop (gayyyy...), pode ser ele. (pelo amor de zeus não abra a poha da webcan e nem tire a roupa pra ele. E se vc já fez isso por favor não fale mais comigo)

(Ele esta a solta, mas o Homem Aranha esta correndo atrás)

"Cara da camisa de caveira, taradão fdp na internet, mas gente boa na vida real"
Por Junior Nodachi

Os devaneios da gaveta sagrada



Essa semana eu estava arrumando umas coisa aqui em casa (minha gaveta), quando achei uns papeis velhos. Um deles tinha um texto (colorido) que eu tinha escrito as uns dois meses, num momento (emo) da minha vida.

(eu sei que eu só ia postar histórias engraçadas, mas isso não é uma história mesmo :P)

"Eu não sou assim. Alguém botou alguma coisa no meu café"
Por Junior Nodachi

Você é o tipo da pessoa que não tem tipo.
O tipo da pessoa que não conheço.
O tipo de pessoas que faria um homem se jogar
num mundo escuro e profundo em busca de respostas que estão a sua frente.
Por isso eu não conheço esse tipo de pessoa.
Uma pessoa que vai me fazer pular no grande poço da insegurança.
A pessoa que não me mostra o caminho por não se importar onde irá dá.

Por que eu penso em você?
Será que você merece?
Será que vale a pena?

Sim, não, verdade, mentira, hoje, amanhã.
Coisas que jamais pensei, nem me importei
se tornam rápidas escolhas perto de você.
Uma perto tão distante quanto dois pontos remotos

Coragem, medo, felicidade, tristeza, ódio, amor.
Palavras vazias até então.
Como pôde fazer isso comigo de forma tão injusta e grosseira?
sem deixar-me defender.
Um olhar.
Só um mero olhar me mostrou uma quantidade de sentimentos até antes
não sentida ou entendida completamente.
Como? Como? um som saido das cordas vocais de um humano pôde fazer tal estrago em minha mente?
Não quero conhece-la, pois não quero perde-la, muito menos
perder esse viciante combustível que agora alimenta meu corpo.
Que sentimentos mais estranhos são esses?
Você é alguma bruxa?
Como pôde me hipnotizar sem amenos olhar pra mim?
Como tens tanto poder assim?
Em poucos momentos distantes consegui fazer o que jamais fizeram, o que sempre evitei com todas as minhas forças.
Como fez isso?
Me explique!
Por que não entendo. E na verdade nem quero entender.
Que graça teria a mágica se todos nós soubéssemos o segredo
Então me aprisione em sua teia.
Me leve para o mar, deixe-me afogar nesse seu coquetel de drogas minha feiticeira.

domingo, 11 de julho de 2010

Ilusões, ilusões e mais ilusões



Eu estava essa semana no colégio quando do nada veio um guri conhecido nosso e falou que tinha mudado de colégio. A mãe dele quis transferi-lo por que as notas deles estavam ruins.
(Eu particularmente não me importaria com notas num colégio como o meu)
Ele estudava no modulo I e tinha a grande ambição de passar pra o outro modulo.
Eu achei bem legal ele ter mudado de colégio (pontos pra mãe dele), por quando eu ouvi ele dizer " tô doido pra chegar nesse modulo logo. Ai é massa!", percebi que ia da (merda).

"O modulo II é como o modulo I com cinzeiros"
Por Junior Nodachi


O colégio **** é dividido em em vários modulos, são quatro se não me engano. Existe o modulo administrativo, que é o lugar onde a suposta diretora fica, o modulo I onde ficam as crianças da quinta a oitava (aprisionadas na minha época), o modulo II onde fica os alunos do ensino médio, 1º, 2º e 3º ano, e finalmente o modulo do grêmio (que na verdade é um grande deposito de ****).
Desde os primórdios todo aluno do modulo I anseia entrar no modulo II. Eles tem meio que uma fantasia (colorida e boiolada) de como as pessoas que estudam la são tratados.
Eu ainda lembro do meu primeiro e único ano no modulo I, de como olhava pelas janelas e pensava que tudo aquilo era injusto.
Basicamente no modulo II você pode desfrutar de uma certa liberdade e direitos que não são nem um pouco alcançados no modulo I, você pode sair (mas ainda dentro dos domínios da escola), pode comprar uma xerox, pode passear, (pode filar aula), pode jogar bola durante o intervalo, (pode fumar maconha la no fundo), pode ir na biblioteca, (pode arranhar os carros dos professores com mais facilidade), pode ir no auditório e pode muito mais coisas. Mas esse não é o problema, o grande X da questão é o tratamento, você sair de um lugar onde é tratado como um (demônio) e supostamente passar a ser tratado como um aluno.
Garotinhos e garotinhas do modulo I acham que todos as pessoas do modulo II são (fodonas pra caralho), mas não conseguem enxergar que lá é um lugar tão horrível quanto o que eles estão.
O aluno que não é respeitado num modulo, também não será respeitado no outro.
Uma visão bem interessantes sobre esses dois modos de vidas diferentes são quendo nós falamos em sexualidade. (num vai ser putaria não, nem se anime)
99,9% das garotas do modulo I só adquirem enterece sobre garotos do modulo II, o que causa um (puta) desigualdade entre os homens (quando eu estudava lá, no 6º ano, eu nem ligava, só queria ir pro modulo II pra poder jogar bola). Eles ficam de suas janelas vendo centenas de marmanjos virem e "abocanharem" as suas sonhadas namoradas, amigas, esposas e ficantes. Isso causa uma grande revoltar na mente de uma criança não instruída, elas podem acabar se achando excluídas da sociedade.
(Hoje por exemplo a situação mudou um pouco (bem pouco). As más linguas logo diram que isso num passa de besteira, mas aposto que no fundo tem essa opinião.)
O lado feminino também não é muito diferente, como toda menina tem o fantástico sonho de achar um príncipe encantado (fodão) num cavalo brando voador, encontram nos mais velhos (marginais fdp) esse príncipe. Eles são garotos mais experientes, envolventes, carrinhos, (safados engravidadores). Isso mexe muito com a mente delas também. Más a (grande merda cocozentas) de escolha que elas estão fazendo, não passa de um garoto que foi chutado e excluído no modulo I que cresceu e pesou "quando chegar la no modulo II vou fuder com essas putas tudo daqui"

Voltando um pouco para minha vida pessoal, eu não tive tanta experiência no modulo I, mas o tanto que tive foi o bastante para querer muito voltar pra lá.
Ao contrario do que todo jovem iludido com a idade pensa, ser velho é uma (bosta). Meninos e meninas de hoje crescem falando cada vez mais um palavra que sempre encheu meu saco, atitude, mas que (porra) é atitude para esses mentes (fudidas) que empesteiam nossa sociedade atual?
Eu não sei se hoje eu estou muito (puto) pra escrever esse texto ou o mundo esta se perdendo de verdade como os mais velhos dizem, mas só sei que a tão falada "atitude"
esta cada vez mais sendo medida nas coisas que você compra pra agradar outras pessoas que estão agradando vocês com coisas que elas não gostam, mas usam.

O modulo II é um enorme entulhado de jovem revoltados com a vida que se dividiram em tribos. Eles agem com se já fossem os homens da sociedade.
Para uma pessoa se dar bem no modulo II é o mesmo que uma pessoa se dar bem em qualquer outro lugar do mundo, ser melhor que as outras. É uma guerra diária de status e glória (como nos tempos antigos)
Toda garota que vem para o modulo I passam a ter uma nova ilusão. O terceiro ano. Elas chegam acompanhadas daqueles garotos que elas tanto excluíram e que irão se voltar para o modulo I para agir como garoto (fodão) do modulo II.
Esse modulo de cinzeiros como eu costumo chamar é onde você finalmente vai mostrar por qual motivo veio ao mundo. Ira só se destacar numa tribo? virará um fodão/fodona? ganhará respeitos dos professores? fumará maconha la no fundo? esses três anos são decisivos para sua pobre e mortal vida.
No modulo dois você encontrará: caras mais fodões que você, garotas mais bonitas que você, pessoas mais inteligentes que você, pessoas com mais dinheiro que você, pessoas com mais respeito que você, pessoas com mais direitos que você e etc.
Só que o mais legal ainda estar por vim. No modulo II você não encontrará: pessoas pra te proteger, pessoas pra você idolatrar, merenda de graça, professores gente boa, as garotas/garotos tão sonhadas e ingênuas, diversão, amizades legais e muito mais.
Então pare de viver nessa merda de mudinho que se passa em sua cabeça e viva de verdade no mundo das pessoas, no mundo sujo e injusto que reservado para todos nós, quem sabe você que almeja tanto alguém pra lhe fazer "feliz" esteja fora das divisões imundas de um colégio do interior.

Eu sei que essa história deve ter sido chata e cheia de besteiras, mas na verdade eu só queria dizer pra vocês viverem suas épocas sem medo, sem preocupações desnecessárias, vivam do seu jeito (caralho) e não as vidas das outras pessoas.
obs: professora de português eu sei fazer textos direitinhos também. É que esses aqui são minha diversão.

(GURI FDP! PARA DE PENSAR EM BESTEIRA E METE A CARA NA PORRA DE UM LIVRO PRA PELO MENOS TU TER UM DIPLOMA UM DIA SEU FDP)

(Aproposito para mim a coisa mais legal do modulo II foi os jogos de futebol que aconteceram durante esses anos que estive lá.)
(PROMETO QUE OS PRÓXIMOS VÃO FAZER RIR MUITO)

"ilusões fdp, ilusões fdp e mais ilusões fdp "
Escrito por um zagueiro que carrega o titulo de 59 cartões amarelos e 27 vermelhos.

(recado para qualquer um fdp que quiser repreender meu texto por esta falando mau do colégio: VAI TOMAR NO ****.)