sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu amo crianças sorrindo




Passei essa semana por uma aventura extremante escrota. Para ser mais exato, essa aventura se passou hoje mesmo, e fiz questão de escrever tudinho aqui para vocês não sofrerem do mesmo mal que eu.

Vou lhes contar a pequena história de quando passei duas horas ao lado do filho de Lúcifer. Não sei de certo se era realmente o filho de lúcifer, mas que aparentava, aparentava.

Chamo-me Junior Nodachi, e boa parte das pessoas que lêem meu blog me conhecem e sabem que não odeio crianças, só algumas que são supostamente filhos de iemanjá.

‘’Criança: as vertentes de um demônio’’
Por: Junior Nodachi

Tudo começou quando minha mãe resolveu dar abrigo por uns dias a um irmão da namorada do filho de Carlos, que é o ‘’namorido’’ da minha mãe.  (Tudo já começa bem escroto a meu ver).  Depois das primeiras horas com aquele ’’mini E.T. do quente e impetuoso inferno’’ em minha casa, (que já não é grande, pelo fato de quem vos escreve ser pobre, pobre de maré deci), eu já não estava mais agüentando. Ele estava passando pela fase capeta de oxalá. Sendo ele do sexo masculino isso se agrava na fase entre os 8 aos 12. (o dito cujo tinha 9)
  
Ele pulava, gritava, corria, se sujava, pisava de sandália no meu tapete, pegava meu violão, desafinava meu violão, quando eu dava mole pegava minha guitarra, puxa o cabo do meu joystick, derrubava meus livros, metia a mão em meus DVDs raros, ligava a televisão auto, me chamava de 30 em 30 segundos, usava meu skate na terra, e etc. Em outras palavras ele era o demônio, o diabo, ou o capeta, como quiser chamar. (acho até que devia fazer parte de alguma organização criminosa do oriente médio. Ele era como os but’s do Combat arms no fire team).


Mas tudo isso foi meio que superado por mim nos primeiros minutos. Sempre existe aquela relutância em dizer que uma criança é filho do diabo, ou até o próprio. Mas aquilo estava realmente me incomodando, e decidir fazer a coisa certa a SAE feita (pensei em varias: da um tiro, espetá-lo, esmagá-lo, botá-lo no forno industrial, queimá-lo, quebra seu pescoço como de um zumbi, pensei até em morder ele), mas acabei falando com minha mãe.

Ela relutou no começo em me dar razão, mas apresentei uma forte fonte de argumentos, que a fez ver a realidade que estava à frente dos seus olhos todo aquele tempo. Quando ela reparou que o suposto filho do capeta era de fato um capetinha. Ela tratou logo de arrumar um novinho lugar para o guri, (a casa do filho de Carlos, ora, pois), pois eles estavam em mudança, mas para mim foi o pior fim de semana que aconteceu desde o dia... (pohha nenhuma, esse fim de semana foi o inferno).

Mas acham que acabou por ai? Acham que me livrei do capetinha do inferno na bela segunda? Acham que eu ficaria impune por me interferir na lei da natureza dos mini capetas? Na escala da relatividade vivida dos deuses? Faz me rir. Eu ia-me fuder de um jeito ou de outro. Quando penso que tudo tinha acabado, depois de dias estressantes fazendo coisas pra minha mãe como; pintar casa, fazer entregas, mais entregas, e mais entregas. Não é que minha mãe inventa uma reunião de algumas coisas que ela tava vendendo... (ela é do tipo comerciante, vende de tudo, se a der fósforo queimado ela da um jeito de vender).

A reunião já foi por se um erro fatal, pois ela estava entrando em áreas até hoje não explorada por ela nas vendas, era um risco, e com os riscos vem os erros.

Mas tudo bem, nada era da minha conta mesmo. Meu grande problema foi quando eu vi um demônio, outro ‘’mini E.T. vindos dos confins dos sete internos abaixo dos pastos cagados por vacas protegidas pelo greepeas do céu ’’ que tratou de destruir minha manhã. Ele tinha olhos vermelhos, altura de um guri de 10 anos, asas negras, cabelos desgrenhados, cheirava a enxofre, expelia fogo pelas ventas, e derramava uma quantidade de sangue imensurável de sua boca.

Eu estava muito assustado com aquilo tudo, não tinha tanto pavor desde o filme exorcista, que assiste a noite, na casa do meu tio, há cinco anos. A cada passo dele eu imaginava que ele logo traria os cães do inferno, ou até os anjos afeminados do céu. Ele estava em direção do meu quarto, estava em direção da minha vida, do meu QG, do meu centro de operações escrotas do mal. Ele me olhava como se não quisesse nada, um olhar de pidão tentando roubar minha suposta carência e sentimentos fraternos que não tenho. Eu olhava de volta com olhos de ogro mal e raivoso, até quando ele abriu um sorriso e eu reparei que aquilo era o prólogo de um ataque fulminante que poderia me destroçar.

Eu logo respondi fazendo um movimento com a cabeça bem devagar, (dizem que quando você se depara com um animal selvagem, você deve demonstrar calma e controle), eu segui a risca o código que aprendi em filmes da sessão da tarde. Ele veio em minha direção e botou a cabeça de frente à tela de meu monitor de cristal velho e amarelado, seu brilho nos olhos e sangue escorrendo entre os cantos da boca me revelava suas mais insanas e nórdicas intenções. Ele continuava a analisar meu pequeno quarto, com a perícia de um integrando C.S.I, ele olhava e perguntava, perguntava e olhava, e o sangue continuava e escorrer do canto de sua boca.

Ele queria meu violão, olhou, passou a mão nas cordas, virou o pescoço como se fosse o boneco chucky e disse que queria emprestado pra tocar um pouco. Seu veneno em meu cérebro tentava me fazer uma lavagem cerebral.
  
Eu lembrava do meu primo de são Paulo quando veio aqui, ele tentava possuir tudo, usava de manipulação, usava métodos arcaicos e covardes para conseguir o que queria, como sair gritando falando pra minha mãe que eu não deixava ele jogar, que eu achava ele ruim, sempre chorando de fato ele estava. Falava pra mãe dele que eu queria enganar ele com o joginho da seta do mouse, onde você tem que tentar matar os ícones do desktop, (maldito, acostumado a GTA do negão), garotos que não viveram a febre do nitendo, a era polystation, garotos que nunca pediram um mini game a mãe. Tudo isso voltava como um filme em minha cabeça.

Deixei-o tocar no meu violão, torcendo para ele quebrar uma corda e eu ter que gritar e xingar ele de todas as formas possíveis e imagináveis. Ele tocava algo muito horrível, e cantava a musica da banda de forro ‘’paus nos cús’’. Ele cantava; quero não, posso não, minha mulher não deixa não. Era um tormento. A melodia do tritão do inferno. Logo ele voltou com sua aura negra em meu quarto, fazendo varias perguntas, querendo varias respostas. Queria DVDs emprestados, pegar minha guitarra, queria jogar no meu PC. Eu via se repetir tudo de novo, todo o inferno do fim de semana em minutos, um demônio level 2. Uma praga vinda da Austrália montada num canguru perneta.

Eu o expulsei do meu quarto, chamei minha mãe, gritei com ele, e ele continuava com o mesmo sorriso diabólico de sempre, com o mesmo brilho nos olhos, com o mesmo sangue escorrendo pela boca, só que uma coisa o diferenciava de outros demônios que já enfrentei, esse capetinha sabia xingar, tudo pra ele era ‘’bucet@’’ e ‘’vi@dinho chup@ pic@’’(DEMONIOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!), ele queria até comprar meu violão, falou que pagava 20 reais. Eu falei que meu violão tinha sido 200, ele retrucou falando que com 200 comprava um carro e comia ‘’bucet@s’’ (DEMONIOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!), tentou roubar minhas palhetas de margarina, até minha palheta do destinos quebrada ele tentou abocanhar (me lembrou isaque: o ladrão de palhetas), sem falar que derrubou meu celular, puxou o fios da caixa de som, corria atrás do darth vader (meu gato), metia o dedo na placa mãe que tava na estante, e ralava a mão nas paredes (coisa que eu odeio!!!!).

Foram às duas horas mais terríveis da minha vida, pior que dentista, pior que ser roubado, pior que ser comparado ao restart, pior que levar um fora, pior que amar alguém, pior que quebrar corda de guitarra, pior que faltar energia quando ta rederizando, pior que baixa arquivo em rar, pior do que ligar pra claro, pior do que queimar DVD, pior do que erra um boardslide e torcer o pulso, pior que ouvi um cd do acdc e um do legião (erro, nada pior do que o legião urbana),  pior do que jogarem um busca pé no seu bolso, pior do que a lente da câmera quebrar, pior que seu time ser rebaixado, pior que ficar em recuperação com Robson, e pior que muito mais coisas escrota. Fim. (demoniooooooooooooooooooo!!!!!!!!!)
 
Aprendemos com esse texto que quando uma criança entrar na sua casa você deve se esconder em baixo da cama, trancar seu quanto e ficar com a arma do seu pai em punhos e carregada. Caso ele esteja na sua casa pra passar mais de um dia ligue para o juizado de menores da sua cidade e fale que estava sendo abusado pelos pais, (eu acabo de procurar o numero do abrigo de feira de Santana, mas não achei. Então disca 100, ou liga pra policia, mas não deixem eles vencerem.
Aprendemos também a identificar uma peste de ialoela vinda da floresta encantada da Xuxa. Assim você poderá se proteger dessas criaturas do inferno.
(Obs: eu não odeio crianças, só algumas ;D)