sexta-feira, 25 de março de 2011

Procura-se emprego


Tudo começa quando você faz dezoito anos sendo homem. Para as mulheres menos mal, nada ira realmente mudar. Mas para nós homens, algo realmente insuportável acontece.
Como sabemos, vivemos em sociedade, e essa sociedade nos deixou de presente suas marcas brutalmente forjadas em ferro na carne.
‘’Não existe trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar!’’
Não. O ruim não é trabalhar. O ruim é você ouvir da sua tia que a filha dela tem 16 anos e já trabalha, (o trabalho dela é... um dia você vai descobrir :D) enquanto você fica dentro de um quarto ‘’estudando’’ e vendo mulher nua na internet. Sem falar em seus pais que tem o orgulho de dizer que nessa idade já trabalhavam e ajudavam em casa, que já eram responsáveis, que eram independentes, que era sayajins e as porras todas.

‘’ No Brasil quando a minoria está no poder (nunca deixou de estar, alias) e concede vagas liberdades à maioria, chama-se de democracia.
quando esta maioria, porém, tenta chegar ao poder dá-se o nome de subversão.’’
[(velho e real ditado hippie. O único que eu acho cabível) Diga não aos hippies!!!]

‘’Todo trabalho da trabalho’’
Por: Junior Nodachi

Num notório domingo de março, logo pela manhã meu tio aparece aqui com uma incrível idéia em mente, ‘’empregar um sobrinho vagabundo’’. A proposta seria para meu irmão. Eu seria sempre o reserva fechado que não liga pra os sentimentos deles. Mas como foi rapidamente especificado por ele, meu irmão não tinha idade suficiente. Quer dizer até tinha, mas estava estudando pela tarde. Então sobrou pra ‘’eu’’.

Relutei bastante em aceitar a proposta de disputa um cargo como operário de uma fabrica do interior da Inglaterra do século XIX, (a se fosse à Inglaterra...). Depois da pressão psicologia imposta por minha mãe e ele, aceitei comparecer na fabrica, ou na pós-morte, dependendo do seu ponto de vista. E assim minha promessa de não trabalhar até achar algo que eu gostasse foi por enxurrada a baixo, e as memórias dos anos de bar/mercearia voltavam como uma musica assustadora do final fantasy VII.

Na segunda eu o aguardava com a resposta. A resposta se ele poderia botar o sobrinho pra disputar a vaga. Eu realmente não queria disputar isso, mesmo sendo competitivo como sou. Mas como disse o sabia Gandalf, ‘’Nem todas as batalhas podem ser disputadas’’. Pelo menos eu acho que foi o Gandalf que disse isso.
Apareci na fabrica pela tarde para fazer a temida entrevista de trabalho. Tive que esperar muito. Sabe como é chefe, só chega depois das 15:00 e sai antes das 17:00, uma coisa bem capitalista mesmo, bem do nível feudo e olhe lá.
Ele chegou logo depois em seu super Corola com rodas de 258 polegadas. Ele era um velho, alguns diriam que não tão velho, mas sim, era. Ele tinha uns 50 anos (isso é muito velho). Subi logo para a sala de espera dele, onde eu olhava entediadamente os carros passarem pelo reflexo da janela de vidro negro espelhado do escritorio.

Eu não parecia nervoso. Eu realmente não estava nem um pouco ligando para aquela situação, ao contrario do que os operários falavam ao passar por mim: ‘’tá nervoso?  Vai falar com o patrão’’. Essas coisas não me deixam nem um pingo nervoso. Fica nervoso em falar com pessoas que tem significado pra mim. Fico nervoso quando imagino todas as variáveis de personalidade e descubro mais uma. Isso sim deixa uma pessoa nervosa.
E começou a chuva de perguntas que ele provavelmente roubou de algum seriado noturno produzido pela Globo. Perguntava coisas logicamente idiotas como: você quer realmente esse emprego? O que te trás a esse empresa? Será que vai saber trabalhar?
 
Faltou perguntar meus pontos positivos e negativos. Eu o encarava e ele não retrucava, era uma coisa bem estranha, pois ele era o chefe e não conseguia ter uma conversa seria em pé de igualdade com uma pessoa. Ele é do tipo que se acostuma fácil, fácil a ser bajulado e bem tratado, sendo visto sempre de baixo pra cima e nunca diretamente.
 No entanto ele me mandou comparecer a fabrica no dia seguinte para fazer um teste. Quem diria que eu faria um teste. Com isso voltei alegre e feliz pra casa, tinha que assistir o resto do lost que tinha ficado pela metade.

Na bela manha de terça eu estava lá, em pé, diante dos meus tão amados parentes. Esperando o aviso da entrada. O cara que iria me auxiliar e passar todo o seu conhecimento era o... Eu não lembro o nome dele, (eu nunca lembro o de ninguém). Mas lembro da primeira coisa que ele me perguntou.

-Iai playboy qual teu time?
- O que?
- tem time não é?
- sou vitória ¬¬

Falar aquilo foi como surrar a mãe dele, ou como ver uma ‘’criatura colorida’’ ter uma ataque de pânico. Ele gritava que não iria dar certo. Que não poderia trabalhar com um torcedor do Vitória, (achei uma cena muito gay. É só futebol porra!). No entanto ele era bem legal. Ele faz o tipo professor rápido e tal, não como aqueles que acham que todo aprendiz é de alguma forma ‘’retardo’’ a ponto de nunca entender nada claramente.

Eu fiquei no setor das carteiras. Ele me mostrou como ‘’pilotar’’ um maquina gigantesca lá, parecia uma nave do star wars. Me senti como o darth vader, mas me sinto assim todo dia. Eu tinha que colocar umas ‘’facas’’ embaixo da maquina, formando um modelo da carteira que eu iria cortar, era algo simples, a não ser pelo fato da escolha do couro e daquele cheiro horrível que me ficar tossindo a cada dez segundos.
Ele me mostrou logo como saber cada qual couro era o couro certo, era quase uma aula ninja gaidem. Eu tinha que sentir o couro, olhar o couro, analisar o couro, imaginar o couro, (muito gay essas coisas, gays, mas reais).

Uma coisa que pude notar, que assim como no colégio. Assim como no bar. Humanos só sabem falar de futebol e sexo. Essa fascinação humana por se reproduzir descontroladamente, por busca incessantemente a ‘’tampa da panela’’, por querer compartilhar a vida com outra pessoa, por pular de parceiro em parceiro até achar o que mais lhe agrade em certo momento da sua vida.

Eu estava na parte mais ‘’resenheira’’ da fabrica, onde se fala de tudo e de todos. Eu mesmo calado, serio e com meu belo olhar psicopata, fiz algumas amizades, algumas afinidades com as pessoas. Um pouco de ajuda seria o fato que eu conheça indiretamente 40% da fabrica.

Mas nada acabou só com esse nítido começo constrangedor. Fui chamando de roqueiro, gótico, emo, ‘’o cara do cabelo grande’’, guri, pivete, playboy, sobrinho de Everaldo, filho de Naide, primo de Ludson, e todos os outros nomezinhos no diminutivozinhos.

Aproveitando a grande temática futebol e sexo, digo que a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, pois no primeiro dia, era o dia do aniversario do BIG BOSS. Dia do ‘’bolo’’ como diziam os funcionários, e onde eu vi o quanto é legal ser o big boss. Além dos funcionários ter bancado toda a festinha para o big boss, o que eu já achei uma palhaçada. Um funcionário já ganha pouco menos de 600 míseros reais por mês. E ainda são expostos a organizar uma bela festinha. Uma festinha que ele esfregaria todo seu poder nas fuças dos pobres operários, onde ele esfregou sua mulher na cara de todos, que por sinal deveria ter minha idade.

Ahh... Quero falar mais sobre isso. O que leva um homem relativamente bem sucedido a transforma uma garota que poderia ser sua neta, ou sua filhinha novinha dançarina de free step em sua mulher. Tudo bem que 101% dos homens fantasiam quando serem velhos ficarem com garotinhas que ainda cheiram a leite. Mas o que leva essa pessoa a transforma alguém tão ‘’ um adjetivo qualquer’’ em sua parceira para todas as horas.
 Ele realmente deve ser um velho muito solitário e triste, e creio eu que em algum momento dessa vida dele ele vai olhar e ver que não deveria ter feito isso. Manter um relacionamento insignificante a pura base de dinheiro e dinheiro. Alguns vão falar ‘’mas amor não tem idade’’, não tem idade o meu pau bando de filho da puta. Amor nem existe. E outros vão falar ‘’você é só mais um preconceituoso’’, sim, lógico que sou, sempre fui, nunca fui politicamente correto e nunca gostei de pessoas assim. Sempre dei risadas dos velhos, dos novos, das mulheres, dos homens, das loiras, dos deficientes, dos negros, dos portugueses, de todos, pois não passo de um ser egoísta. Assim como todos vocês são em sua essência.

Eu realmente não estava a fim de escrever esse texto. Eu não sinto mais a motiva que sentia, não tenho mais a gana por palavras, o cuidado de ler depois que escrito para ver se a idéia passada estava sendo a mesma que eu estava tendo, acabou, acabou tudo isso. Só mantenho esses textos por livre (um tanto de pressão também) capricho, por não ter o que fazer em algumas trades como essa, ou em algumas noites. O único desejo que ainda sobra (e olha que eu sou novo pra caralho e já estou como um velho) é o desejo de não esquecer nada. Eu realmente não queria esquecer nada nunca, lembrar de tudo, todo ínfimo detalhe, cada piscada de olho. Mas até isso já esta ficando pra trás.

E com isso eu informo uma parada nos textos. Uma parada por um pequeno tempo, não sei quanto. Pode ser um dia, uma semana, um mês, um ano de cachorro, um ano humano, realmente não sei.
Ahh, já ia esquecendo. Todos comeram o bolo, cantaram parabéns, alguns lhe deram parabéns, (eu dei, mesmo odiando muito aniversários), beberam coca, e foram pra casa. O resultado do meu teste ainda não saiu.
É só Poe hora.

Aprendemos com esse texto que trabalhar é ruim, serem empregado é ruim, ser um guri de 18 anos é ruim, ser pobre é ruim, ser um rico infeliz é ruim, tomar chuva e trabalhar molhado é muito ruim, trabalhar com parentes é ruim, e contra suas próprias ideologias é ruim, que aniversários são ruins, que maus textos ficaram muito ruins, que eu estou confuso como nunca estive e isso é ruim, que eu não saber o que fazer é ruim, que eu ficar sem escrever é ruim, que eu ficar postando besteiras aqui vai ser ruim, e só.

Contrariando-me aqui no final.
Parabéns Laura!!! 18 anos é uma merda, e a tendência é piorar a cada ano
‘’os chicletes foram quase bigbig’s e a palheta era do guitarrista do clube de patifes’’
eu te dar um coelho =/
mas quando fui ao lugar pela tarde tava fechado
fica pro 19° :D

quarta-feira, 23 de março de 2011

Amo muito tudo isso



Eu odeio ficar doente. Eu odeio bateria de celular finita. Eu odeio quando o rolamento fica preso no meu dedo. Eu odeio quando estou com sono. Eu odeio hippies. Eu odeio o politicamente correto. Eu odeio corda de guitarra suja.  Eu odeio canetas coloridas. Eu odeio mato. Eu odeio insetos voadores assassinos. Eu odeio sandália/chinelo. Eu odeio cadarço amarrado com laço. Eu odeio cair de joelho. Eu odeio minha barriga. Eu odeio góticos. Eu odeio pagodeiros do inferno. Eu odeio amortecedores velhos. Eu odeio terra no cabelo.  Eu odeio ser baixo. Eu odeio errar flips. Eu odeio Legião Urbana. Eu odeio papel em branco. Eu odeio cheiro de couro. Eu odeio o calor que faz na Bahia. Eu odeio não ter um colt. Eu odeio ter que chegar cedo. Eu odeio ter que sair tarde. Eu odeio fones de ouvi pequenos. Eu odeio gente fresca. Eu odeio colares de metal. Eu odeio cheiro de livro velho. Eu odeio não poder fazer barulho. Eu odeio ter que escrever de madrugada. Eu odeio afinar violão. Eu odeio cortadores de unha. Eu odeio escorregar no limo. Eu odeio pegar ônibus. Eu odeio falar meu nome. Eu odeio lavar louça. Eu odeio ir comprar ketchup. Eu odeio quando meu monitor fica ruim. Eu odeio sábados escolares. Eu odeio a escola toda. Eu odeio fazer a barba toda. Eu odeio errar. Eu odeio perder. Eu odeio confiar em seres humanos. Eu odeio comprar credito de celular. Eu odeio gastar o credito. Eu odeio paredes vazias. Eu odeio pouco espaço. Eu odeio não ter um half na minha casa. Eu odeio tênis que brilham no escuro. Eu odeio girafas. Eu odeio jarras de água. Eu odeio ser acordado pela minha mãe. Eu odeio conecta a guitarra no computador. Eu odeio minha voz. Eu odeio ver TV pela tarde. Eu odeio leite de vaca. Eu odeio fazer favores. Eu odeio aniversário. Eu odeio Digimon. Eu odeio a globo. Eu odeio ter que olhar o depósito de desinfetante aqui enquanto o povo sai. Eu odeio multidões. Eu odeio gente super legal. Eu odeio garotas loiras. Eu odeio caminhadas longínquas. Eu odeio amar. Eu odeio meu time. Eu odeio meus parentes. Eu odeio emos que falam que odeiam, mas não odeiam co mo eu odeio. Eu odeio tatuagens gigantescas. Odeio Dj.Eu odeio hippies².

Comentários: aff! Se mata então.
Eu: vai tomar na broca de ozônio!

No entanto eu gosto de uma coisa, de um ser.  Eu gosto de zumbis :)

segunda-feira, 21 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Um show de rock ai

 
Começando logo pelo começo, que é uma coisa mais natural e obvia do que ficar fazendo joginhos de histórias sem nação que passa pela minha cabeça. Fui a um show ai. Esse show ai era o ‘’cover rock’’, que reunia uma quantidade aceitável de bandas, algumas deles com uma qualidade superior aos eventos underground que bem supostamente acontecem em feira.
Felizmente não contamos com a presença de bandas nível punk rock revoltadinhas de garagem, de quais integrantes se vestem de preto até para ir comprar pão na esquina.
Contamos com a presença de umas das melhores bandas desse inferno que é feira de Santana. A Casa de vento, e contamos com a Banda Circo, que mostro uma diversidade de letras exemplar, foram ótimos.
No quesito cover, que era o aguardado do dia, a banda Eutimia, cover do nirvana, nos mostrou que realmente Kurt Cobain num tocava nada. (Pra suicídio de Fabio quando ler isso).  Eles foram arrojados e mostraram que o grunge não morreu ainda, e esta sendo bem representado. No entanto a banda entre os covers que teve um grande destaque foi a banda do namorado de Cleonice, ou seja lá como se escreve o nome dela. Não só por o cara ter uns dos vocais mais bem trabalhos do evento, ele contava com o antigo guitarrista da Metalwar, que é bem substituído por cipó, meu visinho. Eles faziam cover da banda eternamente conhecida, o’’ led zeppelin’’ . E seu som fazia inveja  a Jimmy Page. E ela acabou ganhando meu voto pela técnica explorada e pela originalidade em aperfeiçoar as musicas. Também caso do nirvana. Mas nirvana é nirvana e led é led, vamos ser realistas.

Em resto ficou as outras bandas: com 22 cover, que foi uma negação, assim como a banda verdadeira.  Red hot cover, que teve a apresentação estraçalhada pelo seu vocal, que era o pior membro da banda, fora ele a banda tava de parabéns. Tivemos também a Death Fish cover, ou como eu apelidei carinhosamente, banda MST forever.

Depois desse saco de apresentações e criticas vamos ao texto sobre minha visão do que foi mais um domingo nessa vida de baiano falido que eu tenho.

‘’O domingo que choveu em feira’’
Por: Junior Nodachi

O dia começou como um domingo qualquer, ou qualquer dia, pois todos os dias ainda são como domingos. Menos hoje. Hoje esta com cara de segunda, mas é terça-feira ou quarta (droga!). Uma coisa bem Junior Nodachi eu diria. Não o jão, o Manoel, ou o Juninho, eles são mais simples. Não lembro bem do que fiz pela manhã, fiz coisas que faço pela manhã, acho que todos fazem pela manhã, mas isso realmente não importa.  
Saímos daqui umas 14:00hs, tava nublado, isso me empolgou muito. PH tava de sandália, pois pensou que o show seria lá em Bebeto, o que me faria ir também de qualquer jeito. Mas eu não tenho sandália, quer dizer, tenho uma, mas ta meio pequena, eu não uso, minha sandália é um futsal verde que eu tenho. Quando não estou com ele, estou descalço.

Fomos de carro. Eu, Ph e fabim. Carlos levou agente lá beleza, nos perdemos um pouco entre as ruas, mas nada que uma informação não resolva. Entre o se perder e o se achar, vimos um grupo de meninas e tal. Meirelles apontou logo qual ele já tinha pegado (cara... sou muito fã dele). Só lembrei-me disso pra levantar uma questão masculina.
- estávamos lá, no carro olhando as gurias e tal. Do outro lado da avenida passava um Camaro SS 2010 amarelo. Ele surgia dentre a poeira levantada pelo vento, e passava feito um raio perante nosso humilde existência. Concluído. Homem consegui ficar mais idiota perto de uma Camaro do que de uma mulher.

Finalmente chegamos ao local. Não tinha quase ninguém lá, só um pingado de gente.  Dei meu arroz lá na entrada, Fabio deu seu arroz e Ph seu arroz, sem falar nas outras dezenas de sacos de arroz, (e tome arroz doce nos necessitados).  Logo após o arroz o vento parou. E com sua parada veio à chuva. Foi lindo. Ainda lembro-me do ultimo dia que tomei chuva. Foi quando tava indo lá em Meirelles e deu um raio dragonforce em feira.

Tiramos fotos da chuva, pois chuva é celebridade aqui em Feira. Ai ficamos andando lá, sem destino, sem ter o que fazer, apenas cantando canções de Zéu Brito. Depois fomos pra praça dos artistas, que não passava de uma única arvore com um banco de madeira feito em cima de um totem.  Conversa vai, conversa vem, desenho vai, desenho vem, filosofias de Fabio iam, e filosofias de Fabio vinham, tempo ai, tempo vinha. No meio da conversa sobre a lagartixa que Meirelles tava desenhando apareceu vévy. Mais fofinha do que nunca, com o cabelo enroladinho preso com uma flor, e com uma alegre cara complexamente encantadora... ahhhhh! (droga, eu sou um idiota, eu sei ¬¬).

Foram mais uma hora de esperar, pois os habitantes de Feira têm medo de água, e isso atrasa as coisas, e seu sempre chego na hora, o torna tudo mais injusto. Meirelles ai caindo de fome, num sei por que, fuso horário eu acho. Ele perdeu a noção do tempo também.  o que prova que não estou mentalmente prejudicado). Ele que era o barão da galera, pagou lanche pra nós. Eu mesmo só tinha dois reais no bolso, e Fabio um, pois tinha gastado um antes em uma bolacha salgada horrenda do capeta, vindo do inferno dos bares.

Entramos no evento. O cara nem me revistou. Trabalho mel feito, ele também não revistou umas meninas que passaram na nossa frente. Se fossemos pagodeiros psicopatas suicidas querendo matar roqueiros e simpatizantes, heim?Como seria?
La no Coliseu. Esperamos até o inferno da cpm22 acabar, enquanto isso, falávamos de coisas coisasdas e sem sentido, coisas de sempre, idiotas da minha parte, um tanto maníacas nesse dia em especial. Avistamos Raylan. Fabio tentou se encolher todo, mas não dava, não temos um tamanho legal para esconder uma pessoa. Ele estava acompanhado de Douglas, (eu sempre Douglas um cara legal, mais que Raylan. Não me bate não vei!).

o nirvana entrou logo em seguida. Kurt Cobain depois de um dia em feira já estava com a coloração de pele nativa, e olha que tinha tava nublado o dia. Pulei, fui à roda punk, em quase todas as musicas. Levei uma cotovelada na boca. Foi ótimo. Adoro levar porrada, bater, pular, gritar, me expressar, xinga tudo quanto é pohha, ir de novo. Meirelles levou um murro também nacara. Ele tava empolgadão igual eu. Provavelmente efeito do ‘’clube da luta’’, acho que é a décima primeira vez que assisto. Um filme nota 9,5. O melhor que já vi até hoje. Recomendo a qualquer um (não é de luta só por que o nome é esse ¬¬).

Entre o nirvana e o red hot, eu vi Jessica. Quem é Jessica? Uma guria que estudou com nós. Ela me acha chato, introvertido e filho da puta, mas quem não acha. Meireles e Fabio tocaram idéia com ela e tal, mas foram coisas de segundos. Só lembrei por que Isaque num foi no show (ahhhhhhhhhhhhhh que pena =/... ninguém avisou a ele que iria ter show. Avisamos a Laura, mas ela preferiu embrenhar em algum mato nos últimos dias antes de virar escoteira velha e fodona  ‘’ força ai Laura!!!”).

Ahh, pois lembrar Laura nos lembrou de Felipe, que tava lá, juntinho de JP, que não levou seu coelho, para minha decepção. Entre isso entreva no palco a red rot cover, que foi ruim pra cacete. Menos pra Fabio, que votou pra eles ganhar. (ele nunca votaria no nirvana sendo ele o maior fã do nirvana que eu já vi).
A casa de vendo chegou, e logo sentado da beira do palco eu fiquei. Sem comentários pra essa. A Led chegou, e arrasou tudo (tudo quer dizer com os covers), provavelmente ganharam, eu num sei, num prestei atenção no resultado, num sei nem se teve.

Fomos embora então. Mas você acha que o dia ia acabar sem nada dar errado? Até aparece. Muita culpa de Fabio que quando a gente chegou pronunciou ‘’infini.......’’ a palavra que não pode ser dita, nunca. De jeito nenhum.

Quando olho meu celular, ele estava morto. Iai, fudeu? Sim fudeu! Fabio foi roubado tava sem celular. E Meirelles? Sei lá, acho que pelo fato dele ser fã do Renato russo, ele só pode ser hippie.  A grande sorte é que ando com um cartão telefônico no bolso pra emergência. Só que tinha um porem. NÃO TINHA UM ORELHÃO BOM NESSA POHHA DE CIDADE!!!
Falamos com Douglas, mas ele só tinha credito pra ‘’oi’’, e Nadson nunca ta com o celular ligado. Tentamos comprar uma ligação do povo que ia saindo. MAS EM FEIRA NINGUEM TEM CREDITOI NORMAL!!! SÓ BONUS. (o meu chip tava sem credito, tentei mudar, mas esqueci de botar. Sou humano também pohha.
Então saímos eu e Meirelles atrás de um orelhão. Rodamos e rodamos, olhamos uns dez, fomos parar no colégio que eu fiz o Enem. Continuamos até... Entramos numa rua escura, quando estávamos no meio vimos que tinha um cachorro solto. O cachorro era do meu tamanho!!! E eu tenho medo de cachorro, ainda mais dos grande e assassinos, com dentes que atravessariam um carro como se fosso papel. Só que ele era manso, queria brincar com nós. Como eu tinha mais medo, e Meirelles procurava discretamente algo pra assustar aquele monstro. Ele ficava indo e voltando, correndo pra lá e pra cá. Até que ele pulou em mim!! (FIRE! CAPETA! FIRE!) O filho da puta pulou em mim!!! Quando senti aquelas patas frias do capeta, quase dou um shoryuken nele, mas eu gosto de bicho, e ele só queria brincar, então usei o mesmo método que uso com crianças pequenas. Eu me fingi de morto. Ai ele desistiu e seguimos nosso caminho.

Ainda não encontrando um orelhão e já passando das doze da noite, voltamos. Lá Fabio estava sozinho, na noite, achando que nós tínhamos sido mortos pro travestis do inferno, ou até pior, por brows do inferno.  Contei o drama para o segurança, que riu (filho da puta), mas ele só tinha credito pra claro (vou comprar um chip claro amanhã), esperamos até o outro segurança vim, o que trocaria de turno com ele. Pedi pro cara me vender uns créditos, para ligarmos pro resgate. Ele vendeu meio na má vontade, mas vendeu. Dois contos vei!!!  Foi tipo uns 6 segundo: ‘’ MÃE!!! VEM EM BUSCAR!!! HELP!!!’’ e só. Mas beleza, estávamos salvos, e não concretizamos o nosso plano de ir à rodoviária ligar de lá. Umas 01:00 da manhã fomos resgatados e levados para nossos lares.  

Fabio não tinha falado que ai ao show pra ninguém. E Meirelles falou que voltava umas 20 horas. Estamos todos vivos e bem. Pelo menos até o próximo.

Aprendemos com esse texto que.... AHH FODA-SE !!! Se você não aprender nada com esse texto você merece é morrer, ou então merece ler de novo e seguir ali do ladinho direito :D
  

Histórias do tempo do pokémon



Por que o dinheiro muda? Por que a cada ano vai ficando mais e mais difícil sustentar seu valor de antes? Há alguns anos o valor de uma nota de dez era o mesmo de uma nota de cinqüenta hoje. Nada que fizesse diferença pra o Silvio Santos, mas hoje faz.
O que seria do amor sem o dinheiro? O que seria de você? O que seria de mim?
Mas por que merda o dinheiro fica cada vez mais baratos e as cosas cada vez mais caras? Alguns podem saber a respostas, e logo na introdução já vão querer estragar meu texto.

‘’ Money, que é good e nois não have!’’
Por: Junior Nodachi


Nada como você relembrar a ultima vez que achou um dinheiro na rua... Bons tempos. Hoje em dia você encontra bala de 38, camisinhas, beck, um mendigo, um hippie vendedor de pulseiras, e tantas outras bizarrices que não se via no passado.
A
ultima vez que achei dinheiro eu ainda morava em Salvador. Lembro bem da cena. Eu estava vindo da igreja num belo e ensolarado dia de domingo. Passava pela frente do centro de treinamento do Ipiranga quando vi algo se mexer na calçada. Eu tinha acabado de sair da loja de mangá, que era o único motivo para eu ir à igreja saldar o ‘’grande elétron’’. Aquela nota de dez reais vermelhinha, vermelhinha, totalmente desprotegida, no sol, sem um amigo, sem uma família.

Acolhia ela em meus braços como uma filha. Sentia sua textura. Olhava pra os lados pra ver se ninguém iria contestá-la. Mas estava tudo bem. Naquele momento só existia eu e ela, ela e eu. E o que eu fiz? Voltei pra loja de mangá ora, fui comprar um belo e preto e branco mangar do Dragonball, que tinha me apaixonado a primeira vista.

O mangá era três reais. Eu tinha ficado ainda com sete. Eu estava me achando o senhor fodão da galáxia nêmeses Power point. Eu tinha sete reais e um mangá  sem ter esforço nenhum. Passei no mercadinho da praça e com pré dois pacotes de salgadinho. Aqueles que vinham com tazos do Pokémon. Lembro-me de ter aberto um logo ali, pra ver o tazo. Era um Pokémon marrom, parecendo um inseto gigante, com umas garras no lugar da boca, bem forte até, elemento terra. Guardei o outro pacote para abrir em casa. Nele tinha um pidgeotto, mas não era um simples pidgeotto, era um pidgeotto com olograma, com as três evoluções. Foi uns dos meus tazos favoritos. Lembro-me também de ter batido tazo no colégio muito no dia seguinte.
Com isso me sobravam cinco reais, poderia comprar um carro, gastar no aeroclube, poderia comprar um cd de jogos, poderia comprar uma casa, casar constituir família e ainda sobraria para aposentadoria.

Cheguei a minha casa numa velocidade tremenda, com meu mangar e meu salgadinho. Lembro de levantar a nota e falar: ‘’eu to rico!!!’’. Minha olhou meio assim... Como se fosse dizer ‘’ meu filho é um idiota’’, mas ela foi bem maneira em perguntar como foi e tal. Lembro-me de que na tarde fui pra galeria que era de frente de lá, passei pela loja de equipamentos esportivos e subir em direção as lanchonetes.  Cheguei lá, bate no balcão e pedi um misto. Foi um ótimo misto com suco, um dos melhores que já comi.  Quando sair de lá fui em direção ao mercadinha do Seu Inácio, que vendia figurinhas do meu álbum. Comprei dois reais, um monte! 
Com os outros dois eu comprei, um real de bala e um real de geladinho. Sem falar que achei uma figurinha premiada a figurinha do ‘’piccolo’’. Ganhei um ‘’ resta um’’, eu ainda nem sei pra que isso serve, basicamente nunca entendi o objetivo. Mas eu usava os pinozinhos como granada pros meus bonecos, e eu realmente estava precisando de munição pesada para minha diversão.

E assim meus dez reais se foram, um belo e luxuoso dia gastando o dinheiro que o ‘’grande elétron’’ tinha me dado. E quando hoje lembro que dez reais mal da pra comprar um tazo, imagina, fazer umas aventura dessas em plena transição para o século XIX, foi uma coisa linda.
como um pai diz a seu filho, eu digo a vocês: ‘’Filho, você deve estudar mais, pra ganhar mais dinheiro, PRA PODER PEGAR MAIS MULHER!!! ‘’. No caso das mulheres, pra comprar... sei lá, o que vocês compram.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Insônia



Mais uma noite, mais um dia, mais uma tarde, mais uma manhã, não bem nessa ordem, mas pouco importa a ordem e sim os fatos. Eu ainda estou achando que sou um zumbi, porem eu sei que dia é hoje, já é um belo começo, um ótimo começo, eu diria. Nada me alegra mais do que sair e ver o céu completamente nublado, que não é o caso hoje. Penso assim por que moro no inferno, no lugar mais quente da terra, no lugar onde o diabo manda a sogra, no lugar onde você desintegra se for comprar ketchup no mercadinho.

Antes de começar esse texto eu pensei bastante no que escrever, eu não gosto de escrever sobre mim, acho que não seria tão legal como escrever sobre um assunto, e muito menos quero que as pessoas saibam como eu sou. Estava pensando em escrever sobre skate, que é uma coisa nova e de novo na minha vida, mas posso esperar até alguém quebrar um braço e tal, seria mais divertido. Pensei também em falar sobre coisas escrotas, mas fica pra outra hora, nada dispensado. Vou falar sobre humanos. Adoro humanos, adoro ver como eles se interagem, vivem, buscam um ao outro, coisas bem humanas mesmo, pelo menos é isso que eles acreditam.

‘’vergonha X orgulho, medo X coragem, amor X ódio. Isso não existe!!!’’
Por: Junior Nodachi

 Dizem que isso não passa de sensações normais, coisas vindas da alma, todavia é bom lembrar que eu não faço a mínima idéia de como é uma alma. Não sei se é uma aura branca com tons de azul, igual quando eu matava um cara no Diablo II, ou apenas algo invisível que dizem ser possuídos por seres do planeta da ‘’Xuxa’’ e por cartas de ‘’yugi oh’’ às vezes.

Dentre todos os contos e lendas humanas, a rotina é a que eu mais gosto, o ato da repetição do mesmo dia, variando e variando, pois a vida é jogo, e quem acha o contrario, (foda-se eu não ligo pra você).
Como você pode ter vergonha de uma pessoa que nunca viu, ter vergonha de um ato humano e normal como todos os outros atos humanos são, ter vergonha de andar, de correr, de gritar de chorar, de beijar, de sonhar, de brincar, de crescer, e de tanto mais coisas humanas. Como se pode ter vergonha disso?
Eu tenho vergonha, seria um filho da puta, mas do que já sou se escrever que sou perfeito, alem deu me achar um pouco. Eu tenho vergonha de morar na Bahia, de ser liso, quer dizer, de ser muito liso. Mas eu sei lidar com isso, eu nunca deixei de dizer que sou baiano (fdp), ou de dizer que sou pobre, pobre, pobre de maré de si. (nossa eu sou muito pobre ¬¬)

O que acho legal é ver as pessoas fazerem o que não gostam. Esperarem o que não querem, dizer o que não sabem, sonhar o que não desejam, tudo por status, um único e frio status, o status de ‘’fodão pra caralho’’. Ele vem sempre acompanhado de muita responsabilidade, pois é desejado por boa parte do mundo. Nove entre dez jovens querem ser fodões (eu também queria). E por que hoje eu não quero? Eu não sei. É coisa do capeta.

Hoje prefiro ser idiota, e tenho orgulho. É ótimo ser idiota, você não cobrado, não tenta tantas responsabilidade, não decepciona as pessoas, pode rir do nada, pode contar piadas sem graça, pode cair na frente dos outros. Um bom exemplo de vergonha/orgulho e de fodão/idiota é quando eu pego meu skate e ando, sempre querendo cair, querendo ver o coração bater aos incríveis 200 batimentos por minuto, sentir o sangue dentro de você, sentir raiva, sentir dor, sentir a diversão.

Humanos tem medo de passar vergonha, pois isso lhe distanciar de serem fodões. As meninas que tem medo de viverem sozinhas, de se sujarem, de correrem, de pularem, de gritarem. Os meninos que tem medo pular, brincar, cair, de fazer caretas. Isso é ridículo. Ser idiota é poder amar as modinhas mesmo sendo criticado, é desenhar o próprio rosto e sair pela rua como se nada tivesse acontecido, é escrever uma musica sobre os feijões saltitantes de Guadalupe, é pular ouvindo ‘’eu vi uma barata’’, eu sempre achei esse lado da vida legal.
Estou escrevendo coisas tão diferentes do normal hoje. Por que será? Serão drogas? Será uma fratura no cerebelo? Será por que eu estou um saco escroto hoje? Quem sabe.

Hoje vai ter show, será que sendo no teatro eu poderia assistir sentado?
Pelo menos ele não foi organizado pela ‘’Bebeto shows live’’, já uma grande vitoria. Nada contra ele, nem nada contra sua banda de rock nacional anos 80, nada contra nada, mesmo eu sendo do contra às vezes, às vezes não quase sempre.  Quem sabe o premio em dinheiro faz esses músicos de Feira se esforçarem em tocar algo que não tocam na suas garagens, tocar em um nível real, em um nível que façam os espectadores de Feira de Santana não irem só pra beber, fumar e brigar, que possam transformar esse bando de filho da puta do capeta em pessoas. No entanto são brasileiros, brasileiros baianos, a pior espécie de brasileiro.

Continuando o raciocínio. A coragem hoje e sempre adora do por todas as pessoas, esta sempre oposta ao medo, oposta ao medroso, (eu sou medroso o_o), e essa coragem faz com que as pessoas parem de observar o que realmente é coragem. E o que realmente é coragem? Pra mim, coragem é viver, coragem é acordar todo dia, é olha pra cima e saber que nada esta te protegendo, é não desistir do alcançável, é saber a hora de parar. Pra mim, isso é coragem. Mas quem sou eu pra falar, eu sou um medroso, (tenho medo de cachorro). Mas você pode se perguntar, olhar pra dentro de você e se perguntar se você é ou não corajoso. 
 Sua resposta vai mostra quem você é, por mais escrota que ela seja, vai te definir.

Perguntaram-me o que é amor uma vez. (tem bastante tempo isso), eu nem soube responder, eu falei que era um sentimento, era carinho, estar junto, compartilhar sonhos, esperar por horas no frio, ser o que completa. Falei que isso era amor, mas eu tava errado, como sempre estou. Amor não existe, assim como não existe ódio, que é a vertente oposta a tão difundida emoção, a parte da alma renegada, negra, juntamente com o medo e a vergonha. A parte que a humanidade não sabe apreciar.

Eu já amei. Quer dizer, eu amo. Amo pessoas até, pessoas humanas. Amo meus amigos, amo meu ‘’bixim’’ darth vader, amo o ‘’clube da luta’’, amo minha guitarra, meu PC, (não, não amo, eu amaria um MAC), amo o som que o flanger faz, amo a chuva, amo você que ta lendo, (é eu amo você). Mas tem uma questão, amor não existe. (mas por incrível que pareça eu to apaixonado. Cara controverso, não?).  Nada disso existe. Existe sim, admiração. A admiração é que torna tudo isso possível. Você nunca vai amar uma pessoa que você não admira. Sempre existem aqueles que vão falar que eu estou errado, e pra eles deixo aqui o caloroso ‘’ eu te amo, mas quero que você tome no cú’’.

E assim eu termino mais um texto escroto e sem sentido, feito numa noite quente em uma cidade baiana. Termino dizendo que nada disso existe caralho. Não existem dias, nem semanas, meses, anos, não existe diferença, não existe amor, ódio, vergonha, orgulho, coragem ou medo. Só existe você, eu, ele e ela, nós, os egoístas. Não me venha falar que você é de bom coração e caridoso, pois não é. Nós somos todos animais, animais que vivem em uma sociedade, que vivem em controle constante, que vivem lendo texto de um cara desempregado e sonolento na internet. Eu nem se você existe. Só sei que os Power Ranges existem. E eu acredito em cada um deles. No vermelho, no verde, no azul, no rosa, no amarelo, no preto, no branco. E se o lugar do azul tiver vago ‘’tamos ai’’.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Adoro domingo!!!



Domingo. Ahh, o domingo. Nada como começar um domingo ouvindo skylab. Nada como começar o domingo com um olhar de sono. Nada como começar o domingo de olhos fechados. Nada como começar o domingo domingando. Nada como começar o domingo assistindo. Mas por quê? Por que domingo? Eu não sei. Só sei que é um domingo muito grande.

‘’Os domingos’’
Por: Junior Nodachi

Um domingo incomoda muita gente! Dois domingos incomodam, incomodam  muito mais! Três domingos incomodam muita gente! Quatro domingos incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito, muito mais!
 Hoje é domingo. Na verdade acho que é quarta, mas já não sei a diferença. Você olha a data, vê que o dia mudou que tudo mudou, mas você sabe que nada mudou. Talvez pelo fato de que eu não dormir no domingo, ou foi na segunda? E pelo fato de que eu dormir de mais na segunda, ou foi na terça? Eu não sei de novo.
O grande barato é que eu acho que estou vivendo o mesmo dia todos os dias. Assim como em um filme de um Studio de meia pataca americano dos anos 80, onde eu tenho que mudar algo, ou salvar alguém, ou arranjar um grande amor. 

Isso seria belo para metade do mundo, mas eu estou dentro de uma pequena parcela que preferem não fazer essa merda, nem de viver o mesmo dia até acertar algo, ou o grande sonho de voltar no tempo. Quem pelo amor do macarrão voador quer voltar no tempo? Seria o mesmo saco de dia que você viveu. Eu realmente não entendo essas pessoas, nem quero entende-las.

O problema é que meu domingo esta durando há quatro dias. Sabe o que são quatro dias perdidos. Eu realmente não tenho pretensões de morrer velhinho e enrrugadinho e tal. Quatro dias pra mim são muita coisa. Mas continua a repetir. Continuo a ouvir skylab pela manhã, Fabio continua a vim aqui, Nadson continua a ir ao Studio, eu continuo a tocar a mesma musica mal feita que eu escrevi toda tarde das 14:00 as 14:30, continuo a assistir lost, continuo a treinar manobras novas das 17:00 as 18:00, continuo a ouvir Rammstein de noite. Aonde isso vai parar? Comigo salvando um latão de sardinha de virar no contorno? Comigo apaixonado por uma pessoa que nunca vi? Comigo vendo o carnaval do inferno eternamente? Eu já parei de tentar entender. Nem procuro mais respostar pra questões temporais. Eu realmente estou errando a bosta melada de um flip. Um simples flip. 

Tudo começou sábado. Pelo menos eu acho que começou no sábado. Eu não lembro o que estava fazendo. Provavelmente algo chato como de praxe. Lembrei. Eu estava jogando futebol pela manhã lá em Chagas, e de tarde eu tava gravando um pôster que achei melhor não postar, pois faltou gente e ficou meio feio. Fabio já tinha vindo aqui, quer dizer me acordado na quinta e na sexta. Na quinta pra emprestá-lo um shape, e na sexta pra sair por New City atrás de rolamentos.  É Fabio, eu achei uma bosta você me acordando aqui todo dia, mas já joguei isso na sua cara, acordar com um cara no pé da cama falando ‘’jão, acorda ai jão’’ não é das melhores coisas não. Não que eu acorde tarde, mas 07:00 da manhã é cedo pra quem dorme 02:00, principalmente quando você não tem quase nada pra fazer.

Voltando ao sábado. Era sábado e depois do pôster fiquei escavacando vídeos no youtube onde eu podia ver o que estava errando no maldito flip. Era o pé direito que tava no lugar errado. Eu tava vendo Fabio mais do que vejo meu irmão.

Domingo. Não fui acordado por Fabio. Gloria! Acordei cedo mesmo assim, queria ver o Rio Vert Jan, mesmo achando que vertical é coisa de skatista viado, mas beleza ia ter o Bob. Assisti e fiquei logo empolgado, todo ano isso acontece. É bem freqüente quando se é jovem. (meu celular ta descarregado há uns seis dias, nem ta ligando).

Empolguei tanto que travei meu truck até o ‘’talo’’, mas já tava sol de mais pra andar. Deu-se à tarde, e como ela o sol se foi. Eu nem entrei no MSN, coisa rara em um domingo quente. O índio chegou aqui junto com Fabio (de novo), mas foi beleza, eles estavam empolgados também, e eu sou o ultimo skatista (vivo) que andou com a galera antiga, e sei algumas manhãs, (eu to um bosta J). Fabio veio realmente trocar de shape (de novo), Isaque também queria, no entanto perdeu tempo, pois seu skate vinha de Taiwan, ou alguma localidade próxima, sendo assim nada pegava naquela pohha.    

Eu realmente queria ficar em minha casa olhando pra minha tela de cristal deficiente do tom vermelho na cor, mas nem fiquei. Botei o carrinho na mochila e fui. Os caras queriam andar do lado da igreja, só de ver eu já achei gay, nada contra os gays, só que era realmente muito gay a cena. O pastor como é não é bobo pediu logo uma contribuição para os filhos de satã que estavam usando seu território sagrado com profanações mundanas. E assim como não tinha dinheiro pra encher o pequeno grande bolso do bondoso pastor, também não tínhamos onde andar.

Fomos lá pra frente da casa de Fabio (relaxa gente só estou contando isso por que foi a melhor coisa do domingo). Lá presenciei uma coisa não muito boa. Vou dar um exemplo. Quendo eu andava com os caras ai, eu era sempre o mais sem atitude e tal, o mais novo, o porquinho da índia da galera, ou até o café com leite. Mas quando eu me vi ao lado de Fabio e Isaque, eu me achei muito puto, pois eu era o fodão. Isso foi muito estranho pra mim, realmente os homens tão ficando mais afeminados e gays.

Eu andei umas uma hora sozinho, pois as duas belas travestis estavam com medo das meninas do condomínio que estavam na frente do ponto de ônibus. Francamente posso estar errado, mas que achei muito gay isso achei. Sei que tudo hoje são aparências e delicadeza, mas sejamos racionais, se você tem vergonha de fazer uma coisa pra que você a faz? Fazer escondido lhe conforta? Humanos são complicados. Por que não assumem o que querem e foda-se o mundo. É como ouvir uma aula de filosofia de um professor de ensino médio medíocre, ou até ouvir PH pregar a igualdade e a fraternidade entre os humanos. Pohha nenhuma! Eu sou o tipo de otario que levanta e fala ‘’vai tomar no cu seu puto’’.

Acho que estou complicando o texto de novo. Envolvendo sentimentos e opiniões. Eu odeio fazer isso. Não preciso que minha opinião seja vista e aceita pelo mundo, e quanto aos sentimentos eu não sei, eu sou horrível com isso. (texto de merda, eu sei, só estou escrevendo por que é domingo ainda, não deixe de ler os próximos)

No domingo a noite meu irmão tinha ido dormir no Studio, dormir não, fica La jogando warcraft com um bando de gente até de manhã, mas era aniversário dele, e foi um presente muito diferente (pedaço de bolo salgado pra mim \o\). Então eu fiquei acordado a noite toda. Fazendo? Nada. Assistindo lost, escrevendo musicas sem sentido, fazendo efeitos na guitarra, tentando estudar e atualizando minhas redes sociais de dez em dez minutos.

Quando dormi era umas 05:00hs, acordei umas oito e quando vi, era domingo. Domingo de novo? Achei estranho, mas era. O mesmo cd do skaylab, o mesmo café, o mesmo carnaval, o mesmo tudo. Até Fabio veio aqui pela tarde. Tava tudo igual, teve uma hora que liguei a TV e tava lá o Faustão, mas acho que só uma propaganda.

Fui dormir depois de repetir o mesmo dia. (não acertei a pohha do flip ainda, num tem três anos que eu tirava isso de olhos vedados). Quando acordei, um pouco mais tarde do que o normal pra variar. Era domingo. Ele de novo. Carnaval, skylab, rammistein, minha musica medíocre, skate, tentar estudar, um calor do inferno, fabio aqui, tudo de novo e de novo.

Fui dormir e acordei hoje, ou foi ontem que acordei? Não sei, só sei que é quarta-feira e eutou complexamente estranho. Será que isso vai acabar? Eu deveria fazer algo? Ou só sou eu? Quem souber a resposta pode me contar?

Acabei de escrever a coisa mais emo do ano, pelo menos eu acho. Mas quem gostar de emo pode ler de novo, (hahahahah), posso até ganhar fãs que fazem ‘’se- estrepe’’ na calçada. Então é isso, hoje é domingo o dia mais longo da minha vida.

Aprendemos com esse texto que devemos viajar no carnaval, e não devemos ligar a TV, nem andar de skate. Aprendemos também que quando você escreve ouvindo rammstein da nisso ai.

Aprendemos mais coisa, ta pensando que acabou? Aprendemos que futebol na Bahia te deixa preto, que skate te deixa preto e com muita dor, que meu tênis é uma merda pra tirar flip, que minha musica é ruim, que fabio e isaque tem um caso, que não se deve prometer churrascos a Laura, que não se deve usar um tail quando ele esta rachado, que não se deve escrever altas horas da noite, e que eu nem ligo para o tempo,(só ligo pra você que ta lendo aqui :D, devo chicletes a muita gente, um dia pago). Só.
E que venha a segunda \o\ (ou a quinta =/).

terça-feira, 8 de março de 2011

Falando um pouco sobre a Bahia

''falando um pouco sobre a Bahia''
 por: Fábio Leone


Estou aqui hoje para falar um pouco sobre esta terra maravilhosa que todos adoram, a Bahia.
Sou baiano, e estou aqui para divulgar alguns pontos estatísticos  importantes sobre a Bahia
Algumas coisas que muitos de vocês não sabem ou nem nunca ouviram falar.

A educação na Bahia

O que você pensa ao ouvir a palavra Bahia? Muitos pensam e dizem, a é a terra do axé da alegria e do acarajé  ou ( é o meu time do coração o tricolor hahaha ) é pode ser… mas o que quase ninguém sabe é que na Bahia a educacão esta em decadência não é de agora, mas já esta assim a uns 2, 3 anos. Tem colégio que falta ate papel pra rodar provas kkkk so rindo com uma coisa dessas.
Muitos faltando ate professores, mas so querem que o indece dos colégios públicos não caia, então qual a medida que eles tomam???
A vamos aprovar todos os alunos, não vamos reprovar ninguém porque não podemos ficar com indece baixo de aprovação, porque vai mostrar que não estamos preparando bem nossos alunos ( futuros medicos, engenheiros, advogados) mas é isso essa é uma das maravilhas da Bahia.

Os queridos Brows

Na Bahia temos algumas coisas legais também, como por exemplo os BROW, quem já ouviu falar nos brow?
Aqui todo mundo ama os ( BROW ), pra quem não sabe e não conhece o que é um brow, eu te explico bem bunitinho o que é, beleza?
Então, um brow ele é como um fora da lei, (eta se um brow ler isso vai ficar todo empolgado menino) eles se vestem de um jeito padrão tipo, boné pala reta na cabeça, bermudas de marca tipo cyclone, maresia (essas marcas de surfista que eles adoram ) tem também a prata e o bati-dão (corrente de prata geralmente roubada e com o medalhão pendurado).
Seu transporte sempre uma bike de preferência monark, e tem que ter a kener no pé.
Em fim essa raça de brows, quando um deles te pega leva  tudo o que você tiver pode ser o seu pãozinho do café da manhã ele quer também.

A Diversidade Cultural!

É impossível deixar de falar em cultura ao se tratar da Bahia, um lugar tão rico em cultura.
DSCN3302Uma delas é o candomblé, mais conhecida como a macumba do inferno ou como, eu e meus amigos chamamos(o  clã dos black magic).
Eles costumam fazer uma batucada dos infernos pela madrugada e também durante o dia, mas, bem é uma cultura ¨linda¨ (coisa macabra) com muitas festas baianas, muitos rituais, muitas pessoas pulando, dançando, comendo, festejando, se banhando com sangue de galinha e coisa do tipo,  há… eles também possuem  muitos santos, é…
Todos os nomes começam com EXÚ, é exu neném, exu dende,  exu papa cú, ou seja é  todo tipo de exu que você possa  imaginar.
É isso ae, caro amigo leitor, quando você de uma má sorte de passar enfrente a uma casa de candomblé (macumba) você poderá notar uma farofinha  jogada  no chão, uma cabeça de bode pendurada em um mastro de ferro (tudo verdade vejo isso direto caro leitor), e é certo, quando tu tiveres passando, um gay solte um psiu para ti  (ignore) ore o pai nosso e vá para casa tranqüilo rsrsrs  (é serio).
4414190sortequibayofoto_baianas_iraildesEntão é isso, poderia citar outras culturas como a dos pagodeiros que botam o som de pagode no carro na maior altura em um bar, e começam a requebrar ate o chão (isso não é coisa de homem não merda), e engraçado como as letras dos pagodes baianos são bem elaboradas. passam uma grande mensagem, tipo (rala o parreco no chão, eu passo e boto o dedo).
Mais é isso ae, eu fico por aqui ate a próxima!
*esse foi um tipo de ponto de vista que ninguem esta acostumado a  ver, o ponto de vista realista de um baiano que sabe o que é viver  nessa terra quente e maravilhosa que faz 50ºC  por dia :D