domingo, 28 de agosto de 2011

Du hast



Você...
Você tem...
Você tem me perguntado...
E eu nada disse...

- Você quer, até que a morte os separe,
ser-lhe fiel por todos os dias?

- Não!
 
- Você quer, até a morte de seu companheiro,
amá-lo também nos dias ruins?

- Não!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mon amour


  

''Sentidos volúveis''
 Por: Junior Nodachi

O dinheiro. O que ele pode fazer com sua mente, que sua mente não possa fazer de volta com ele?
Assim Eric caminhava todas as manhãs. Caminhava em busca do amado dinheiro. Ele amava o dinheiro, e o dinheiro lhe amava reciprocamente. Amantes, casados, unidos. Um laço imutável de mutualidade.
Eric jamais entendeu por que tinha perdido tanto dinheiro naquela roleta. Não seria a roleta fonte de toda sorte de Eric?
Ele jogava sua moeda pra cima, e esperava o resultado de uma resposta já esperada, um jogo de peças marcadas, uma moeda de lados iguais.
- Se der cara eu faço. Se der coroa eu não faço – dizia Eric
Um dia sem seu amante irreal, e com a roleta em sua mente, só lhe restava uma moeda. Ele a jogou pra cima e disse: Busque-me mais dinheiro!
A moeda rodava como a roleta rodava a seus olhos, uma casa preta, uma cara, uma casa vermelha, uma coroa. E a resposta veio quando a moeda bateu em sua palma fria e calejada. Com a mão no bolso, apanhou sua arma e se dirigiu a uma rua escura, um beco. Ao olhar um casal sacou sua armar e disse – entregue meu amante de noites tão puras, me passe todo seu dinheiro.
O homem, um tanto amedrontado por sua companheira, lhe entrega a carteira sem pensar muito. Eric olha a mulher e lhe pedi as jóias. Em um movimento brusco o homem entra em sua frente, e Eric atira descontroladamente, varias vezes.
Os dois estão no chão, ele se abaixa, pega as jóias e segue seu caminho, sem antes expressar todo o seu descontentamento em notas meladas com sangue de uma pessoa que abril mão tão fácil de um amor tão caloroso e recíproco como os delas.  
E assim, Eric volta pra roleta, onde desfruta de seu caso de amor luxuoso com suas notas e seu copo de uísque.
O dinheiro. O que ele pode fazer com sua mente, que sua mente não possa fazer de volta com ele?

Por que esta tão serio?

 ''Alicerce''
 Por: Junior Nodachi

Como é indesejavelmente persistente o gosto do chocolate amargo em sua boca.  Como é insuportável o zumbido de um mosquito esquelético voando pelo céu da sala. Como ficam perplexas as pessoas diante de atos mesquinhos e egoístas. O que seria de nós, meros mortais servidores da ordem, sem o agente do caos? Sem a desordem imposta por aqueles que da ordem não compartilham, que das regras não seguem, que dos costumes não honram? Seriamos humanos. Humanos tolos e desorientados. Não precisamos de motivos.
Por que você esta tão serio? Heim, diga, por quer esta tão serio? Sorria. Por que esta tão serio?