quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quem dera um Mac

'' A coisa mais desgraçada na vida de um homem é ganhar um Mac e descobrir que não era um Mac.''

De saco cheio e de mau humor




''Saco cheio''

Por: Junio Nodachi

Certo. Metade dos meus amigos não são meus amigos. Pra falar a verdade, nem metade dessa metade é considerável. Nem a metade disso. Enfim, eu tava aqui pensando com meus botões (nunca entendi essa frase dos botões), de que vale essa merda toda? (Lá vou eu, cheio de questões de novo). É meio simples dizer que só estou esperando a morte. É meio simples ler nas entrelinhas. É meio simples viver bem humorado.
 Estava pensando *de novo*( eu costumo pensar as vezes, é como puxar ferro, faz bem, eu recomendo), é meio que um discurso bem saturado já, todo jovem , adolescente, cheio de ideais  e tal. O fato é que estou de saco cheio. Saco cheio de ser alguém que não sou. Saco cheio de ser legal com as pessoas. Saco cheio de alegria cor de rosa com plumas. Um escroto bem cheio.  Eu nunca busquei alegria, isso eu não vou negar, sempre achei patético implorar para que alguém te faça feliz, ou até pior, implorar para que você se faça feliz. Nunca achei isso fofinho*. Nunca quis ser independente, sempre achei uma demência isso da parte dos jovens mascotes, futuros cidadãos dessa terrinha minguada. Mas no então me vejo muito na frase ‘’pode deixar que eu resolvo sozinho’’. É contraditório.

Atos maduros também foram sempre complicados pra minha pessoa. Por exemplo, nesse texto eu expresso todo o meu descontentamento e minha tediosidade, que resultam num esgotamento escrotílido do testículo mental. Egoísmo é a palavra chave pra isso. O ser ‘’mim’’ preso em mim tentando fazer pessoas como você ler sobre pessoas como eu alando do ‘’mim’’.

Ainda me aparece o problema ‘’rede social’’, que é um probleminha de causa menor na minha curta vida de preto pobre. Eu me torno um careta pra coisas que antes me tornava moderno. Pessoas são nômades sociais, isso todos sabem. Elas derivam, migram, andam , aderem, mudam e se transformam. Mas tem sempre um guaxinim no bando que fica pra trás, presos em suas idéias tediosas e complexas, que só parecem ter sentido em sua cabeça chata e arrogante.
Saco cheio passou a ser um sentimento que aflora de mim. Eu transpiro saco cheio. Saco cheio de musica, de texto, de filme, de livro, de bermudas, de relógios , de vozes, de álcool, de pessoas, de animais. Eu cheguei ao ponto de ta de saco cheio da minha musa inspiradora. Sim eu tenho uma musa inspiradora. Todos nós temos alguém que nos inspira. Ela é a menininha ruiva do meu Charlie Brown pessoal. Mas até isso ta um saco.
- Pohha, saco cheio desse texto, então é fim! Fim.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Banda Cali-ce - Cançao narcoleptiana

 
‘’Canção anarcoleptica’’Por: junior Nodachi e Ph Meirellies
 
 
O tempo me afastou do que era
Perdi-me, mas já sei aonde vou
Freqüento o inferno que se teme
Carrego o amargo e a minha dor

Os homens se cansaram da verdade
Verdade que se teme encontrar
Farejo nas paredes do meu quarto
Palavras sem sentido

Se queres meu amor, entenda
Eu não sou um ator, entenda

Eu sou bem mais real do que cruel
Limito-me a ser um sonhador
Dê pause, pois o show já começou

Se queres meu amor, entenda
Eu sou um impostor, entenda

Vejas os sonhos vem ai 2x
Eles querem te pegar

Banda Cali-ce - Indisposto pra tudo


  
Indisposto pra tudo
Por: Junior Nodachi e Ph Meirelles


Não quero nada...
Me indispus...
 São só palavras...
Sou mais uma que torna tudo tão igual

A minha insônia, é o que me resta
O culto ao mundo e aquilo que não presta
por que tu... É tão igual

Eu não sei se poderia achar o mundo novamente
E é assim,
eu não sei se poderia achar o mundo novamente

Banda Cali-ce - A chinela ta baixando


'' A chinela ta baixando''
Por: Junuior Nidachi, Ph Meirellies e Fabio Leone

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Homem medieval




Século XIII, talvez século XIV, outro continente, uma família de nome e tal, seria perfeito.

‘’Jovens idosos a procura de um lar ‘’
Por: Junior Nodachi

Sentar num velho banco sujo e bambeando, coçar a barba meio longa, não longa de mais. Olhar homens e mulheres sujos passando em sua frente, com um cheiro não muito bom no ar, talvez estrume, um pouco de cheiro de metal também, e fumaça é lógico. Uma roupa de couro velha, um manto por cima pra aquecer do frio e uma capanga amarrada à cintura. Rugas na cara, mãos calejadas, um copo de cerveja preta ou algo bem mais intragável como gim, de preferência com um pouco de terra no fundo do copo de barro. Botas bem apertadas, que já estão ali há dias, colando as meias na sola. Uma velha arma branca enferrujada. Uma não. Duas no mínimo. A primeira seria menor, talvez uma faca de cabo remendado e completamente imundo, por causa do uso constante. E outras pra defesa pessoa, que tal uma espada? Pode ser, pois sempre me fascinaram. A segunda bem manchada, maculada com sangue, não só de homens, de animais também. Braceletes cobrindo os braços, onde tem varias cicatrizes, todas muito doloridas, pelo menos isso é que contaria para seus amigos e para as mulheres em noites de esbórnia e bebedeira. De costa a uma velha estalagem, onde um homem de meia idade, meio alta para o tempo dito como hoje. Pararia ao lado e chamaria de Lorde ou Barão. Lorde... Nodachi? Acho que não ficaria legal. Lorde... Denilson? Pior ainda. Lorde... Marques. Também não. Um nome ideal.

Barba escura, bem completa, mas não o aborrece, talvez incomode pras jovens do cabaré, ou para sua esposa. Dentes meio amarelados pelo tempo, rosto marcado, com marcas de linhas, de família talvez, pois são parecidas com as do seu pai, umas das heranças que recebeu. Sobrancelhas grossas, não de mais, mas não finas e afeminadas. Olhos mais pretos que a morte, dizem ser assim sua cor. Um tanto acima do peso, mas foi sempre assim, nem sempre em corpo, mas sempre assim em mente. Testa franzida, enrugada, olhos bem desenhados, um bom trabalho na concepção. Um nariz levantado, características comum entre lordes. Lábios escuros, que escondem um vermelho vivo da sua boca, que por sua vez foi manchada pela Dama de batom vermelho. Dama que nem lembra o nome. Dama que sonhou existir. Que sonha encontrar antes do ultimo inverno chegar. Visto de longe é um homem cansado, vivido, experiente. Um bobo encantado por guerras e batalha sem fim diz sua esposa. Seus filhos nada falaram. Um bastado até que se pronunciou, mas não deveras falar dele, sujaria o nome da família ainda sem nome. Cabelos grandes, nos ombros, sem corte a um bom tempo, desleixo talvez, ou talvez seja como ele diz em casa para os filhos. ‘’não gosto de laminas perto de minha cabeça. A não ser que sejam para decepá-la‘’. Quando novo era fraco, franzino, pequeno, com um olhar distante, vivia doente, por isso não adoece mai. Sua mãe dizia que era fraco, que não conseguiria muita coisa. O pai nem o olhava, era melhor um bastardo do que um covarde ele dizia. Aos onze em meio a o aperfeiçoamento  do modo de matar, se entregava aos livros e ficara mais distante ainda, e mais ainda depois da morte de seu pai, que pra ele não fez tanta diferença. Nenhuma eu diria. Eduardo... Um bom nome. Eduardo Willian II. Lorde Eduardo Willian II, barão do sangue Marques. Condutor de uma espada velha e longa. Senhor de sua vida, senhor de sua morte.

Não há muitas histórias sobre ele, viveu e morreu, numa época hoje considerada morta. Todavia mais viva que as mais vivas flores dos campos que não existem mais. Um homem que era feliz, que fazia de cada dia triste, um dia glorioso, vitorioso e honrado. Só não entendeu que vivia em um mundo de pessoas tristes e solitárias. Assim como hoje. Hoje um cara esta em seus aposentos vendo um mundo que se tortura a cada dia com incerteza e duvidas, com medo e mentiras. Pois nunca existirá o perfeito, no máximo o aceitável.

Garotos bobos




São bem intensos os sentidos da gente quando nós encontramos algo que vale a pena, né?
Mas essa parte acima não tem muito a ver com o que vai ser escrito abaixo.

‘’Garotos bobos, homens idiotas’’
Por: Junior Nodachi

Tipo, estou eu aqui de novo. O ser escritos das palavras. O guri que assina os textos. Quer dizer, eu era guri. Acho que tenho que ser homem agora. Assim fica melhor: O homem que assina os textos. Ou não fica.
Como diz Fernando catatau; aqui estou eu, parado de frente ao cruzamento de duas avenidas. Mas isso nem tem nada a ver também. O fato é que estou usando um chapéu idiota. Eu comprei um chapéu idiota, mas pra que? Tou cheio de duvidas hoje.  De fato pelo fato é que adoro escrever assim. Faz-me ser da ’’moda’’. Todo mundo hoje em dia adora um melodrama. Eu particularmente odeio essa merda posta como coisa fofa da internet. (estou cheio de pontos hoje também) eu devia esta estudando física agora, ou geometria espacial, ou trigonometria com geometria espacial, que apelidei de ’’Gel de trigo espacial‘’, que não quer dizer nada.

Eu sei o quero dizer, tento ser direto. Sou corajoso, rude, frio. Ou pelo menos me convenci disso. No entanto meu chapéu idiota ainda ta minha cabeça. Cara ele tem orelhas e olhos. Senti-me um retardado quando o comprei, mas eu o queria. Pelo menos (de novo) ele é quente, pois hoje esta frio.

Quer saber, foda-se essa merda.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jovem confusão


Hey, hey, hey. Peguei-me perguntando, o que poderia ser melhor do que deixar de fazer uma coisa que eu não gostava de fazer? Sei lá, mas só o fato de deixar de fazer essa coisa já era grande coisa, uma satisfação.



‘’período póstumo confuso’’
Por: Junior Nodachi

Duvida, erros, apertos de mãos, beijos na boca, olhos no olhos, textos nos blogs, linha por linha, estudo, trabalho, prazer, divida, esforço. Palavras. Apenas palavras. Vazias ou não. Sem sentido ou não. Ou sim. Talvez. Sei não...
Que a juventude esta perdida todos já sabiam, todos já gritavam, todos já notavam, reclamavam, e rebatiam. Mas e ai? O que mudou? Nada, ora. Pra que mudança? Somos macaquinhos aprendendo a ser livres. Mentes aprisionadas em palavras difíceis, em sentimentos confusos, em solidão, em revolta, em planos, em sonhos.
Reprodução! Por que tanto medo dessa palavrinha nesse século? Será por que nos tornamos o único animal que não se acha um animal e sim a-animal. Para vocês terem uma noção de tão decadente e confusa que se torna a vida nesse ladinho do mundo, nesse ladinho do seu mundo interno, córtex somatossensorial, lobos occipitais, lobo frontal e outros ‘’lobos’’ ai. O que quis dizer com tal texto expresso em tais linhas não pontilhadas nem sujas feitas por meninos de nove anos do mato grosso do sul?  Não quis dizer nada. Só me dou boas vindas. Fim.