domingo, 12 de junho de 2011

Paradoxo de um pesadelo inserto



Venho aqui, hoje, sem muita programação e tal, sem formalidade, só para contar uma terrível coisa que acabou de acontecer na minha curta vida.
·         Hoje, uma manhã fria de junho, abri um site que sempre visito nos domingos e comecei a ver um vídeo clipe de uma musica. Tudo muito bem. Até que achei a voz do cara familiar. Pensei: já ouvi essa voz feia antes.

Depois de tudo, de ter gostado do vídeo. Pensei de novo: eu realmente conheço essa pohha de voz.
Ai como um estalo em minha cabeça, fui ao Google e pesquisei a musica. Quando eu vi não acreditei, me sentir completamente sujo e violado. Sentir-me o pior lixo da face da terra. Um ser medíocre, alienado e revoltado dos anos 80. Tentei jogar água na cara esperando ser um pesadelo, tentei beliscões, tentei tapas, mas nada adiantava. Eu tinha mesmo escutado e gostado temporariamente de uma musica do.... eu nem consigo escrever... do... Le..le...legião urbana.

Caso eu me mate aqui agora, quero que alguém continue dando seguimento ao meu blogzinho, por favor. Só isso. PUTA RAIVA DO CARALHO!!!! SE RENATINHO NUM JÁ TIVESSE MORTO ELE TAVA FUDIDO EM MINHA MÃO!

sábado, 11 de junho de 2011

Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste…

(Vinicius de Moraes)

Foda-se o titulo (2)

domingo, 5 de junho de 2011

foda-se o titulo

“Cansei de ser madura. Quero ficar quieta, sem ter de me preocupar se estou fazendo certo ou errado. A vida me permite errar, então, quem você pensa que é pra me julgar?”


Bía Viterbo

Lâmpada

Minha lâmpada de cabeceira está estragada. Não sei o que é, não entendo dessas coisas. Ela acende e, sem a gente esperar, apaga. Depois acende de novo, para em seguida tornar a apagar. Me sinto igual a ela: também só acendo de vez em quando, sem ninguém esperar, sem motivo aparente. Para a lâmpada pode-se chamar um eletricista. Ele dará um jeito, mexerá nos fios e em breve ela voltará a ser normal, previsível. Mas e eu? Quem desvendará meu interior para consertar meus defeitos?
(Caio Fernando Abreu)

Explicações concisas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Paradoxo da espera do motorista de ônibus

O Paradoxo da Espera do Ônibus

Raiva de Jack


Raiva de Jack
Por: Adaptação de Carol Tolinha


Eu sou a raiva de Jack.
Me alimento das frustrações de Jack.
Cresço grande e forte.
Explodo em silencio no escuro.

Eu sou o ódio de Jack.
Eu sou a raiva que cresceu até não ter mais forma nem tamanho.
Incito a imaginação maligna de Jack.

Eu sou o ódio pulsante de Jack.
Bombeio o ódio em sangue negro e pulsante por todo o corpo de Jack.
Aqueço a alma de Jack.
Fortaleço e preparo Jack para o que está por vir.

Eu sou o ódio Orgástico de Jack.
Esvazio a cabeça de Jack, pois nada deve ter sentido.
Nada deve ser sentido.
Sou o tudo e o nada completando nada canto da alma de Jack.
Quero destruir algo belo.

Eu sou a raiva reprimida de Jack.
Tão grande e tão forte que já me tornei Jack.
Qualquer dia desses vou estar tão grande que não vou caber em mim.
Nesse dia, Jack matará a todos que o fizeram de tolo.
Pobre tolinho.

All work and no fun makes Jack a dull boy – Só trabalho sem diversão fazem de Jack um garoto bobo.