sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Ho ho ho feliz natal



Então é Natal. E o que você fez?... Eu não sei o que eu fiz, mas é provável que nem carvão eu receba nesse ano.

“Hoje, a festa é sua, a festa é nossa, é de quem quiser...”
Por: Junior Nodachi

Natal, palavra derivado de na e tal, tipo: eu tava lá, ai na e tal saca? Eu nunca gostei do natal, quer dizer, já gostei, mas hoje não me importa muito, como cara revoltado que sou, adolescentes filho da mãe tive vários natais de botar meu sapatinho na janela do quintal e esperar pelo velho do saco, sim o velho do saco, ele mesmo, o famoso velho que rouba crianças e as põem dentro de um saco e some com elas. Sempre achei que essa facínora era de fato o Mr. Noel, com seu disfarce de bom velhinho caridoso torcedor do internacional, ele enganava as pobres criancinhas as fazendo pular no saco e levando-as para sua fortaleza da pedofilia, onde as explorava e transformas seus restos mortais em presentes, assim como aqueles que você recebeu da sua tia.

Acho que estou sendo um pouco duro com o velho do saco vermelho, mas não podemos incentivar essa pratica vermelholistica para nossas crianças. Hoje o mês de dezembro significava nada alem de natal, crianças pervertidas recebendo presentes, eu mesmo como pervertido que sou adorava receber presentes, não o de um velho estranho, mas sim o do meu pai. Mas isso tudo é passado, pois a empresa do meu pai declarou falência, e eu descobrir que a magia do natal não é tão mágica assim.

Estava eu andando pelo centro da cidade recentemente, e comecei a reparar que não tinha uma loja onde não estava trasbordando o verde e o vermelho, parecia uma manifestação pelo titulo do fluminense. Pais, filhos, tios, avós, carais de dentro, todos unidos nas calçadas para buscar, lutar e matar pelo seu belo e brilhante coberto de plástico presente.

Um mês alegre para lojistas e comerciantes, todos conseguem ver bem a alegria de um gerente quando olha sua loja de sapatos trasbordando de clientes interessados em comprar tênis de fazer “se-estrepe” tênis vermelhos, azuis, verde fluorescente, laranja naruto, roxo com tons de dourado e tantos outros que a moda nos faz idolatra.

Obviamente, o espírito natalino não atinge a todos: as crianças pobres não recebem presente algum e ficam traumatizadas e melancólicas a cada fim de ano imaginando como podem não fazer parte de tão alegre e inocente celebração criada para encher o bolso dos camaradas capitalistas. (eu sou um capitalista também, e quem me conhece sabe muito bem disso, nunca ofenderia o capitalismo, só estou mostrando um pouco de suas cruéis vertentes)

E um motivo para essa pirâmide social é o décimo terceiro salário, ó o décimo terceiro heim, o que seria do brasileiro sem tal fodastica compensação pelo ano de escravidão, o que seria daquele trabalhador que escutou risonhamente gritadas de seu chefe, bordoadas voadoras no pé do ouvido, ameaças, e até tortura mental. Ele é a resposta da democracia para os brasileiros, a resposta da pergunta se o bom velhinho existe.

Além do décimo terceiro, outro símbolo natalino fodastico seria a o peru, sim o peru, alguns acham que é a arvore de natal, mas é o peru, ninguém nunca escutou piadas sobre arvores de natal, ninguem nunca comeu uma arvore de natal, ninguém nunca matou uma arvore de natal, e isso faz do peru um grande símbolo de natal. A parte ruim seria no meu ver, a farofa. Quem inventou que peru se come com farofa, peru é uma coisa seca por natureza e ainda mais com farofa, as pessoas, normalmente norte Américas comem com farofa, pois são filhos da puta, verdadeiros filhos da puta, mas mais filhos da puta que eles são os sul-americanos, que por uma grande inveja adotaram essa cultura de merda.
  
Estou pegando meio pesado com natal, mas é a vida, nem tudo pode ser engraçado, um exemplo de outro símbolo do natal, que não pode ser deixado de fora, é o garoto propaganda das casas Bahia, nada mais justo para o natal brasileiro, ele não entra na sua casa pela chaminé, pois no Brasil só padaria tem chaminé, ele entra pela TV e enrraba vocês para seu mundo demoníaco de descontos e queimas de estoques e explosões de saldão, ele ficou bastante conhecido por sua frase natalina: O aniversariante é Jesus, mas quem ganha o presente é você! Você compra agora e começa a pagar só depois do carnaval! Mas quer pagar quanto? Diz aí, que pagar quanto?

Como pude fazer isso, esquecer do símbolo Maximo do natal, o símbolo por qual nós acordamos de manhã e lutamos o ano todo para celebrar em seu final, o símbolo que encanta as crianças e comovem seus pais, o símbolo que fazem pessoas deslocarem-se por longas distancias, enfrentar varias dificuldades, sobressair de vários obstáculos, como pude esquecer-me das VIAGENS DE FIM DE ANO!!!

O magnífico ato de ir pra casa de algum parente, e ficar lá, perturbando e enchendo o saco, junto com seus outros familiares, sem falar no transporte clandestino de passageiros, outra pratica natalina revivida nesses bons tempos de paz, amor e presente, o ato de fazer um jovem ver aquele sua prima que era um osso virar uma guria gostosa e dar mole pra ele, o ato de você botar medo no seu sobrinho, o ato de você encher a cabeça do seu avô com seu novo celular ultra grabs toque fodes Meca twister a487842, o ato de unir essas famílias na frente da TV pra ver o especial da Xuxa, o ato que emana da porcaria da amiga secreta demoníaca que lhe faz ganhar só cuecas, esse é o natal, esse sim é o natal.
  
 Aprendemos com esse texto que o natal é foda, e o velho do saco é o cara das casas Bahia, e que eu não ganhei presente esse ano, (se alguém quiser me da, eu aceito ta), e aprendemos, que...que...que..nada mesmo, natal é um saco.

(eu tenho uma polaróide você não tem nananananaan hahahahaah. Obs: isso num tem nada haver com o natal)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Bebeto show live among friends

(Danger,danger,danger, esse texto contem vários erros de português, e eu sou muio baiano pra ajeitar agora, danger,danger,danger).


Hoje eu acordei com certa sensação de que o mundo é uma grande merda, onde vivem mais outras merdas. Mas meus dramas particulares e minhas atitudes emo não vão interferir nesse novo e fila da putastico texto. Basicamente ele se passa ontem, ontem quer dizer... Ontem ora. Onde foi o dia do Bebeto show live among friends.

*Bebeto show live among friends apresenta... BANDA FLOR!*
Por: Junior Nodachi

O bebeto show live se trata de um evento onde bandas se reúnem pra tocar musicas conhecidas e não conhecidas, onde jovens maconhados e não maconhados se encontram pra dançar ou apanhar na roda punk, onde ouvidos se encontram para ouvir boas ou má musicas, onde cabelos de encontram para serem notados ou para não serem criticados, onde guitarras se encontram para serem afinadas ou desafinadas, onde bocas se encontram para serem beijadas ou cotoveladas, o Bebeto show live é um pequeno difusor da cultura to nem ai.

Hoje, em particular hoje, só hoje, por enquanto, a banda Flor ira fazer sua primeira apresentação, quer dizer já fez, não foi algo que se diga, nossa que apresentação magnífica, mas também não foi de todo mal, tirando algumas coisas bastantes estranha que vem a acontecer quando minha presença é manifestada nos legares, mas nada de mais.

Já era tarde da noite quando eu, Fabinho e uma guria hiperativa estavamos conversando alguma coisa que não lembro nesse momento, alguma coisa idiota, pois eu estava no meio. De uma hora para outra o pequenino fabinho comentou, falando que eu deveria passar na casa dele as 17:00hs para ir pro Bebeto show live, horário absurdo por sinal.

As 17:30 eu apareci por La, ele já estava arrumado com sua camisa da calvim e sua calça surrada , um verdadeiro grunge, logo depois chegaram dois elementos fumantes chamados Douglas e Raylan, elementos que as vezes são legais, as vezes são filhos de uma profissional do sexo, Douglas estava com sua farda de professor de educação física que é, ele não é formado ainda, mas quem liga, se trata de educação física, ele vestia  a típica camiseta cavada por cima de seu álbum de desenho que suas pele, e uma shortinho bem fazendo o estilo Brow de ser, finalizando com uma mochilinha de pano e uma havaiana, mas quem sou pra falar sobre roupas.

Caminhamos até o lugar do evento, o tênis me incomodava, eu tinha botado apenas uma meia, e estou acostumado a usar duas, e isso é foda. No meio do caminho varias conversar, muito loucas, coisas mais idiotas do que de costume, eu não lembro ao certo, lembro de ter ficado meio puto pela galera ter boicotado a ia ao primeiro show de Fabio por inveja (ISSO NUM SE FAZ COM UM AMIGO NÃO SEUS FILA DA PUTA!), mas eu nem me importei muito.

Nós chegamos, já estava escuro e meio frio, sorte que levei minha jaqueta punk, uma coisa meio inútil, pois não tem manga, mas é a vida. Fomos os primeiros a chegar, Raylan pediu uma cerveja no bar de baixo a gente ficou bebendo, eu não peguei, pelo fato do capitalismo, e pelo fato de sentir pena de Bebeto e pegar o ingresso.

Logo chegou passarinho, o baixista, o trio estava formado, Fabio, raylan e passarinho. Com passarinho veio uma guria bem interessante, um tanto empolgada,  quer dizer empolgada demais, até meio anormal, fato que eu adorei, ela falou com todo mundo, depois me perguntou algumas coisas sobre musica, (o povo acha que em um show é obrigatório falar sobre musica), foi um bombardeio de nomes de musicas que eu jamais tinha ouvido falar, e nem tinha obrigação de ouvir, mas ela fez questão de mostrar, malditos celulares, eu explicava, eu sou uma cara mais clássico, e gosta de coisas novas nacionais, bandas ainda meio que desconhecidas, (adoro isso), mas Douglas que é super antenado com essas coisas glubglub Nescau da moda, tava lá pra ajudar. Logo ele falou que iria pegar ela, eu virei e falei: vai La fodão, essa parte é real, ele é muito fodão mesmo, mas foda-se.

Eu achava que ela era irmã de passarinho, por que a mãe de passarinho também veio assistir o show junto dela, e era não era namorada dele também, coisas complicadas de mais pra mim, eu não saquei. Mas continuando, logo chegaram outras pessoas, uns apreciadores de musica, ai sim, agora começa a grande troca de informações musicais quem existe no mundo dos shows, uma verdadeira merda, banda, banda, banda, num da nem pra lembrar depois os nomes das boas, ou as que você na hora achou interessante, ou coisa do tipo e tal.

Logo os caras estavam induzindo a mulher do bar a botar uma cd de uma bando grunge, eu sei o  nome, mas não sei escrever, e estou com preguiça de abrir o Google, então sinto muito, ela não bem uma mulher, era uma guria com uma corpo de mulher, provável mente pagodeira, que não estava afim de colocar o cd e ficava usando os clientes como desculpa.

Momento legal foi quando o cliente mandou botar, ele era do sul, e achava esse tipo de musica legal, ela ficou muito putona da vida, eu achei graça, gosto de ver a reação das pessoas, o jeito de falar, os olhares, os gestos, uma coisa de otario.

Logo, quer dizer tarde, Bebeto chegou com cidadão desistente, banda que já tem uns 2 mil anos de carreira e permanece em feira, coitada da mulher dele (Laura ou tamires, num sei são iguais), mas não é problema meu.
O Bebeto show live among friends seguia o sistema de bandas família e amigos, tipo: eram cincos bandas que por sua vez tinham em media cinco membros que levavam um parente ou dois amigos, e esse era o total de pessoas lá. Fiz minhas contas, pelo equipamento, luz e aluguel, sinto muito, mas ele só toma prejuízo nessa poha. (Exemplos para os jovens, não larguem os estudos pra viver de musica, quer dizer largue sim, eu quero quem vocês tudo tomem no c*)

O show começou com a flower tocando, Fabinho grunge, ryalan mendigo grunge, passarinho gothic hard punk rock?, algo assim. Mas não vou falar do show agora, tem coisas mais legais antes.

Voltando no tempo um pouco, no momento em que estávamos bebendo cerveja  no bar, a chegada da mãe e da guria empolgado que era alguma coisa de passarinho trouxe um pouco de espanto, novidade e um dose de ânsia de vomito.

A mãe de nosso amigo pássaro era uma velha enxuta, velha não, tinha uns 40, (foda-se pra mim é velha). Era uma loira, magra, bem vestida e estava acompanhado bem tudo aquilo a respeito de bandas, drogas, sexo, rock and roll, malocagem e legião urbana. (coisas bem maloqueiras)

Tipo, ela sentou-se à mesa junto com a gente, depois eu fui pro passeio alto que tinha ali do lado, e fiquei lá, depois foi todo mundo pra lá também, nesse momento eu senti, senti no fundo da minha alma, no ínfimo do meu coraçãozinho cheio de ódio, ele ia pegar a mãe de passarinho,(fudeo vei).

Momentos depois estavam os dois juntinhos dentro do bar, e pobre do kanario, passarinho para os íntimos, afinava seu baixo e conversava. Depois foi o show, uma festona , ela devia achar que estava com uns 18 anos, o ápice do momentos sexual da maioria das meninas, o momentos que elas querem dar um presente, como diz o saudoso Prof. Marcelo Santana, o melhor presente, a prova de amor. E ela tinha um candidato fodão pra relembrar isso, um forte e bumbando baterista da banda de seu filho, fetiche perfeito para uma senhora de 40 anos, isso era o que aparentava, poderia ter mais. Ela tava dando uma surra nas novinhas, e isso é novo pra mim, se fosse uma desconhecida beleza, mas aquilo, pra minha mente atrasada de velho jovem preconceitos de filho da puta q sou, era foda. (literalmente foda O.o)

Depois disso, depois do show da fower, eu ia embora, Fabio também, por que ficar naquela merda pra ouvi anjo atormentado da desistente era demais pra mim, eu não merecia aquilo, na saída eles estava La agarrados, entrelaçados, injetando saliva um no outro, (cara, foi estranho), Fabinho falou que ia da uma porrada m raylan, eles estava vendo a sua banda ir por água a baixo, quando começarem a comentar, até o pervertido do Douglas tava achando aquilo muito estranho, e disse que nunca ia deixar a mãe dele com raylan.

É coisas estranhas aconteceram, ai eu liguei pra minha, pois não tenho carro, e pedi pra ela ir me buscar(mesmo que tive-se num sei dirigir), fomos eu e Fabio embora, e raylan e mãe de passarinho foram comprar credito pra celular, as 2 da madrugada, mas tudo bem. E assim termina mais um texto.

Aprendemos com esse texto quem não devemos levar nossa mãe em shows de rock se ela ainda for gostosa, ou melhor, não leve de jeito nenhum. Aprendemos que eu sou sim um preconceituoso e acho sim que idade importa. Aprendemos que pegar irmã de amigo já vai contra a lei da amizade que todo amigo idiota fala, imagine a mãe. E pra finalizar aprendemos que a banda de Fabio é boa, grunge anos 90, banda flower, procurar no Orkut, tem uma comunidade lá, Fabio te futuro, e para os nossos amigos que ficaram com dor de cotovelo um grande e obsceno dedo médio.

(se vc não gostou desse texto mande o link pra todo mundo dizendo: ó q miserável filho da puta, e se vc gostou segui ali do lado, depois te dou um real de chiclete.)





Vestibular



Ah o vestibular, momento sublime onde 40% dos jovens vagabundos acostumados a leite com pêra tentam arranjar mais quatro ou cincos anos para serem mais vagabundos ainda. Momento único, onde sua família se ver livre de você, caso você tenha que fazê-lo em outra cidade.

Renato Russo uma vez disse: Não saco nada de física, literatura ou gramática. Só gosto de educação sexual, odeio química.   (com isso eu afirmo: legião é marginal, e tem tesão de apanhar de policia.)

“Era uma vez vestibular” 
Por:  Junior Nodachi

Vestibular é nada mais nada menos do que o ápice momentâneo da vida de um adolescente, ou velho, sei lá. Dizem as más línguas que ele foi criado pelo Darwin com objetivo de analisar a seleção natural diante das vidas desses jovens vagabundos.

Alguns outros dizem que o vestibular foi alguma artimanha do capeta para fazer os humanos sofrerem em uma fase de sua vida onde só bebem ice.

Eu particularmente fiz vestibular essa semana, e como dizem a primeira vez à gente nunca esquece. Fiz para UNEB, universidade baiana, logo ao pegar o cartão já me veio à pergunta. Que universidade baiana bata uma prova as 7:00hs da madrugada? Eu tinha a resposta, era a UNEB, mas tudo bem era a vida, o que eu poderia fazer? Nada, só ir e fazer. Mas ainda tinha outro pequeno problema, era em outra cidade, Alagoinhas pra ser mais exato.

Alagoinhas fica a 200km de c*, a 150km de  fim do mundo, e a uns 120km de Feira de Santana, que é o buraco onde resido agora. A viagem foi uma coisa linda, depois de pegar um ônibus comercial, por que não tenho carro, pois sou pobre.

Ao sair da rodoviária eu pesava; estou indo pra um lugar melhor cidade de merda! Engana eu estava, enganado completamente. Depois de muito, muito, mas muito mesmo, e mais um pouco de mato, chegamos à cidade, e eu já tinha um visão diferente sobre reforma agrária e sobre os ecologistas. Ecologistas são como os hippies, só prestam pra fumar maconha e reclamar de coisas muito doidas, sem falar que são fãs do Legião urbana.

Quando desci na rodoviária Cleriston Andrade, falei: fudeo.  O cleriston Andrade hospital já era uma merda, a rodoviária então nem se fala. Meu tio já me esperava no carro, e me deu um grito pra eu vê-lo. Fui em direção a eles, eles por que minha priminha de, num sei quantos anos esperava junto, devia ter uns 2,3 ou 3,5 sei lá, algo assim.

Como era de esperar ela tinha medo de mim, ficou feliz no começo por que achava que era meu irmão, mas quando viu que não era ficou assustada, era como um cachorrinho. Fui pra casa dele. Depois ele me levou pra venda/mercearia/mercadinho, num sei bem o que era aquilo, fiquei na porta, numa cadeira, ficar sentado numa calçada é uma coisa que desprezo do fundo de meu coraçãozinho, mas era o melhor a se fazer na hora.

Meu avô também tava lá, sentado. Eu pensava: não puxa assunto, não puxa assunto, não puxa assunto, não puxa assunto. Mas ele puxou, (fdp!!!). Ele perguntou como tava o povo aqui em feira, eu respondi educadamente, mas tava martelando em minha cabeça a frase: agora lasco-se, fudeo de vez. E foi dito e certo, ele começou.

Lista de assuntos: preço da arroba do boi, eleições, visão maconheira dele sobre lula, parceria de lula com Fidel castro, parceria de lula com  Osama, parceria de lula com o demônio, parceria de lula com lúcifer, parceria de lula com os orixás, parceria de lula com os traficantes do rio, parceria de lula com A POHA TODA!!!

Depois de vomitar todo seu ódio por lula e pelo PT veio o assunto: Dilma, a parceria de Dilma com capeta², a parceria de Dilma com a corrupção, a parceria de Dilma com os e.t. do bina, a parceria de Dilma com os produtores de lost, a parceria de Dilma com lesbicas, a parceria de Dilma com lula, a parceria de Dilma comO LERGIÃO URBANA...CHEGA POHA!!

Depois disso eu passei a olhar a rua, coisa que nunca fiz, eu acho, e comprovei uma coisas bem interessante, Alagoinhas sustenta o titulo de maior quantidade de mulher usando shortinho por metro quadrado, cara é muito mesmo, pra caralho. Não importava a idade, 10 anos, 15, 18, 20, 25, 30, 35, 50, 70, 200 anos, tudo usando shortinho.

Outra curiosidade sobre lá é que existe uma transição nos homens que acontecem aos 10 anos, onde todo guri passa a ser motoqueiro, é muita moto vei!!!. Cada guri que num sabe nem urinar no sanitário direito já pilotando uma motoca que da uns três dele.

Depois disso fomos passear, era umas 22:00hs, fomos num ponto turístico bem famoso de alagoinhas, o g Barbosa.  O famoso e exuberante supermercado laranja. Andamos no corredor, compramos coisas, eu já não assustava minha prima, ela já até ria, tinha uma guria linda lá, fazendo compras, ela olhava pra mim, eu olhava pra ela, tava uma situação legal, mas foi só, e logo voltamos.
Na manhã seguinte em pleno sol radiante de domingo, que não desintegrador como o de feira, fui para o colégio, onde ia fazer a prova. O colégio era bem melhor do que os feirenses, sem falar na estrutura da cidade, que dava uma surra na daqui também.

A prova foi algo bem novo para mim, diferente de tudo que eu já tinha feito. Surpreendi-me com a redação no primeiro dia, algo diferente do que espera, mas tudo bem, me sair bem, não foi nada desesperante.

O segundo dia sim foi desesperante, era a prova de exatas, e eu não sabíamos poha nenhuma, pulei as de matemática e fui direto para as de física e química onde aparentemente me sair-me bem. As de matemática ficaram de resto, das 10 questões chutei 6, uma media boa, eu acho.

Entre o domingo e a segunda existiu uma festa da vaquejada de alguma coisa, como eu não estava a fim de ir, muito menos de ficar no mato cercado de cavalo, e cavaleiro fedendo por usar uma merda de roupa de couro o dia todo, fiquei em casa vendo o Faustão e dormindo às vezes.

 Tudo já estava ficando muito chato, assim como esse texto, não tinha o que fazer, as horas pareciam dias, minhas armas do cambat arms estavam expirando, eu tinha perdido minha ultima chance de assisti uma peça de teatro que falei que iria, o vitória tava sendo rebaixado, eu tinha sido mordido por umas 456451248451878415154 de muriçocas vindas do inferno.

Na prova de exatas me deparei com questões muito estranhas, coisa super mirabolantes, diga-se de passagem:

EX: 


Depois dessa prova peguei o ônibus das 14:00, e voltei pensando mil coisas que poderia escrever sobre esse vestibular, mas foi tudo apagador por uma semana de desleixo e preguiça baiana, sendo que vim escrevê-lo agora, o resto do tempo eu acabei dormindo no ônibus, pois estava a muito sem dormi direito, muriçocas malditas.

Ah, no meu ônibus também veio uma quantidade incomum de policiais, achei isso muito legal, combat arms doido, me senti um oficial, mas foi só, peguei o coletivo, parei em new city, comprei um refri e vim pra casa. Fim.

Aprendemos com esse texto que vestibular na verdade é uma grande merda, é só mais uma prova, uma q você tem que conferir sua carteira de identidade, mas só mais uma. Aprendi também que em alagoinhas não existe calça para mulheres, o que é da hora, e que a igreja que aparece no fundo do Bahia meio dia não é tão fodona como nas fotos, e que deveria tomar mais cuidado com meus documentos perdi minha carteira de identidade =/

Rio 40 graus.... (parte 3)



Cap. 03: A ACTDTFP

“Trapa de elite osso duro de roer”
Por: Junior Nodachi

O comandante Barros, era veterano em botar traficante para fora de morros, sempre era chamado pra esses tipos de missões, e não pensava duas vezes. Entretanto, de uns meses pra Ca, seu filho tinha acabado de nascer, e suas esposa estava mais sensível e apreensiva.

O comandante estava cercado em um beco, seu comando havia sido emboscado, ele enfrentava cerca de 200 traficantes. Uma música lhe aterrorizava, nunca tinha ouvido antes tal sinfonia, e isso lhe parecia um sinal. Ele pensou em Marlete, e no seu filho Diogo, que tinha ficado dormindo quando ele saio, ele achava que talvez não poderia sair vivo daquela situação.

O Cabo ao seu lado tinha acabo de ser baleado, e estava sangrando muito. Ele tentava estacar o sangue, mas não obteve sucesso, sua mão tava completamente molhada de sangue, quando ele deu sua pistola para o reporte Carlos Lima, que estava ao seu lado.

- Pega essa poha e atira.
- Mas eu nunca atirei.
- Você também nunca morreu tudo tem sua primeira vez
- Meu Jesus.
- Atira poha!

No primeiro tiro, ele tremeu e começou a gritar os agentes da policia começaram a olhar pra ele,. O sargento Bismarque lacrimejava de risos, mas poderia demonstrar isso  na frete de seus superiores. Os tiros não paravam e a musica não se ouvia mais, o câmera man olhava para o repórter horrorizado pra a cena, nem conseguia gravar as imagens.

Barros gritava que o sangue não estava estancando, ele realmente não queria perder aquele membro de sua tropa. A raiva comia Barros por dentro, ele queria a cabeça do dono do morro em uma bandeja de alumínio, ele pedia reforço, mas nada acontecia.
Entre o fogo cruzado, e os estilhaços de tijolos, o câmera falou.

- Liga pro disque denúncia.
- Ligar pra que?
- Pro disque denuncia.
- Que pohha isso vai adiantar?
- Eles podem te orientar.

Pesando e atirando, Barros nem cogitava a Idea do pobre câmera medroso, mas ao mesmo tempo olhava para o repórter escandaloso, e pensava; eu vou morrer só me resta um milagre. Nisso ele pegou o celular do câmera e discou os números, logo foi atendido.

- Roseane Sousa, boa tarde.
- To no meio de um tiroteio e meu Cabo foi baleado, o que eu faço?
- o senhor não é meio grandinho pra passar trote
- trote uma porra, agente vai morrer
- senhor, o senhor pode me informar seu nome?
- essa merda não era anônima?
- senhor não se altere, só estou fazendo meu trabalho, e peço respeito.
- meu cabo ta morrendo!
- Senhor eu já tenho essas informação
- então ajuda porra!
- o senhor já identificou a causa morte
- tiro moça, tiro!
- então não seria melhor, o senhor ligar para a samu?
- sua ¨%$#%@%$#%$¨&%¨&
- senhor, não fale assim por favor
- tem uns 200 traficantes me atirando aqui!
- senhor vou lhe transferir para o setor de traficantes atirando, um minuto, sua ligação é muito importante para nós.

Enquanto isso, o repórter carregava de forma descoordenada a pistola de Barros, ele já não gritava tanto, só dava alguns soluços e tremia, ele voltou a olhar para o cabo Isaias, que estava no chão, o resto dos agentes atirava, o carro que lês estavam na frente já estava completamente destruído, mas alguns minutos e eles iriam partir dessas para uma pior.

- alo senhor, aqui é do setor de traficantes atirando, qual é seu problema?
- puta merda!
- tão me atirando, e minha proteção ta acabando, o que eu faço?
- senhor, eu sou a Julia, vou lhe orientar.
- positivo
- levante e imponha sua arma senhor
-positivo
- agora, atire senhor.
- mas que merda é essa?
- senhor, atenção, fatiou passou, fatiou passou, fatiou passou, chegou cobertura o senhor avança, fatiou passou, fatiou passou,pode ta quebrando o pau, o senhor vai fazer tudo na calma, na estratégia, fatiou passou, fatiou passou.

- Chegou à cobertura chegou o reforço ta aqui!
 - Agora fatiou passou, fatiou passou.
 - Veio o tank, ta quebrando tudo.
- isso senhor.
- e agora o que eu faço?
- senta o sarrafo neles senhor.
- positivo

Os tiros não paravam, mas à medida que os tanks avançavam os traficantes recuava, Barros estava desesperado e ao mesmo tempo aliviado pela situação, parecia q o dono do morro tinha sido baleado. Nesse momento ele olhou para o repórter que exibia um sorriso de orelha a orelha, daí “200 traficantes foram passear, além das montanhas para brincar, O BOPE falou, pá pá pá pá... e nenhum traficante voltou de lá “.


Rio 40 graus.... (parte 2)



Cap. 02: Zé Isclei
**Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel. renato russo**
 Por: Junior Nodachi

José Ronisclei da silva, um típico brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, poderia ser você, poderia ser eu, poderia ser qualquer um, mas não era. Ele era o atual dono do morro, o chefinho, o manda chuva do morro do cruzeiro.

Desde pequeno Ronisclei já se via encaminhado para o mundo do crime, andava com os bandidos traficantes do cão, usava drogas, se vestia como rapper, ouvia legião urbana, coisas bem maloqueiras, diga-se de passagem.

Era uma quarta feira, depois de muita festa junina feita com carros, balas e fogos, Zé isclei estava como se diz na gíria local, “muito puto bixo”. A policia tinha acabado de passar pela primeira barreira de carros de escola de samba feitas pelos traficantes. Ele viu o carro de 2010, da sua querida escola, Cheiradinha do Cruzeiro ser completamente destruído pelo tank “fodão” da marinha.

Zé Isclei já não sabia o que fazer estava vendo, toda a sua fortuna ser destruída, tudo o que ele amava estava sendo destruído pelos tanks, ele queria fazer algo, ele tinha q fazer algo. Foi quando ele pensou, tenho que fazer algo. Ele juntou os seus últimos 200 traficantes remanescentes, e falou:

- Vamo descer e acabar com aquele alemão fila da puta.
- Mas, senhor Isclei, como agente vai parar esses trutas?
- Poha! Você ta com medo é? Nun é omi não pohha!
- ...

 O grupo armado de Zé desceu logo, antes dos tanks alcançarem as lan houses, eles estavam montados em motos de 125 cilindradas, estavam com fuzis na mão, Isclei tinha um fizil  Black bord fash fdragion, vindo das montanhas da Colômbia.  Aquilo lhe dava forç pra lutar com os “puliças”, ele queria vingança, ele tinha ódio no coração, cada vez que ele fechava os olhos via a imagem do carro da Cheradinhos do Cruzeiro, pegando fogo com um tank em cima.
Eles estavam a um beco dos policiais, quando ele olhou para um garoto que estava em uma varando e gritou:

- Cara, liga teu radio bem alto ai.

O guri não pensou duas vezes, se o padrinho tava mandando ele tinha que fazer. Ele botou as caixas do som comprado em 37 prestações de 45,90, na varanda e ligou bem alto. A musica que emanava das caixas deixou tanto a policia quanto os próprios traficantes boquiabertos. A música da agertura do Age of Empires II, gritava e dava animo para aqueles traficantes.

Zé Isclei viu sua vida toda passar diante dos seus olhos, lembrou dos momentos onde ele criava os seus primeiros traficantizinhos, lembrou dos fogueteiros, dos aviõezinhos, do menino do lanche. Uma lagrima desceu pela face de Isclei, que logo a limpou para não demonstrar receio. Nesse momento ele levanta a mão e dizia umas poucas palavras para fazer o coração dos traficantes baterem em prol da sua causa.

- mete bala nesses cornudos!!!!

E Finalmente começou, o som do Age of Empires  foi logo coberto pelos sons dos tiros, e pelos sons do repórter da globo que gritava desesperadamente atrás de uma carro, alguma coisas naqueles gritos desesperados do repórter tocaram novamente no coração de Isclei, foi quando ele teve uma revelação, e disse a todos:

- Quem acertar no repórter ganha meu fuzil.

Ao falar isso, ele tinha botado nas mentes dos jovens traficantes filhos da pua, um novo animo, uma nova garra. O repórter grita feito um travestir assistindo massacre da serra elétrica numa sexta feira cercado de freiras. Os policiais revidavam, morria gente dos dois lados, o sangue descia pelos becos como uma enxurrada, e adentrava as casas, os pobres civis logo saiam gritando.

-Perdi tudo! Perdi tudo! O sangue levou tudo!

Zé isclei durante o tumulto foi baleado e caiu, caiu e caiu, e caiu. Seu corpo estatelado no chão fez com que os traficantes pararem por alguns segundos e se entre olharem, aquilo deixa eles inconformados, e sem liderança, foi quando Josemildo gritou para o restante dos traficantes.

- FUDEO! Tomamo no reto, vamo fugi miséria!
- Fugir pra onde?
- Bora pro outro morro, eu tenho um irmão La, ai podemos ficar na casa dele.
- Mas tem uns 200 caras aqui. - Relaxa, o barraco dele é responsa

E diante dessa situação, “200 traficantes foram passear, além das montanhas para brincar, O BOPE falou, pá pá pá pá... e nenhum traficante voltou de lá “.

Rio 40 graus....



 [Vevy foi mal, não deu pra esperar, e também vc tava ocupada, deixa pra ultra vez ;)]

Seguindo essa crescente demanda de noticias relacionada à terceira guerra mundial, estou hoje aqui para relatar um pouco da dita e vivida realidade carioca.
Irei separar em três capítulos sobre o mesmo assunto, onde dará uma visão mais detalhada do que se manifesta dentre a favela e as barricadas policiais.

“O Rio de Janeiro continua lindo”

Por: Junior Nodachi

Cap. 01: Urubuzando os cariocas.

Frases como: “É uma cidade bonita... Para ser vista beeem de longe” e “ Leve o que quiser, mas não 
me machuque”, mostram bem a situação antes apreciada nessa bela cidade de pontos turísticos e históricos de grande porte e nome.

Hoje com uma situação não tão acolhedora, se inicia a terceira guerra mundial em plenas ruas, ou ruelas, da cidade do cristo. Não só pelo fato do novo desenvolvimento cultural, onde a festa junina é considerada sucessora do carnaval fora de época, como podemos observar em várias fogueiras santas feitas com veículos de cidadãos devotos, mas também a forte presença de personagens lendários, conhecidos do popular cinema e games, que passam a contaminar a cidade.

Bem no estilo B13 foi proposto para o governo do Rio uma solução barata e rápida para todos os seus problemas derivados do trafico nas favelas. A solução seria bem simples, uma bomba nuclear seria lançada, acarretando em uma sequência de explosões em pontos demarcados, onde acabaria com todos os transtornos até então visto.

Todavia a medida não foi bem aceita pela população vista com “trabaiadora” e de família. Então logo teria que se arquitetar um novo plano de destruição para os traficastes filhos de uma cachorra caolha. Diante desse impasse, foi feita uma associação de combate ao trafico de droga por traficantes filhos da puta, a ACTDTFP, que conta com a presença de vários nomes de imponência em sua estrutura como; BOPE, SWAT, CIA, 
 Rede Globo, Call of Duty, Task force 141, 007, Marinha, Policia Federal, Recor news, Policia civil e militar, sem falar numa leve ajuda do esquadrão classe A, e dos Mercenários.

A ACTDTFP contava agora com o exemplar de 21000 homens preparados e de life cheio para sentar o sarrafo, nos traficantes. Mas era preciso um líder, e quem melhor para ser um líder do que o herói nacional, o Capitão, quer dizer, o Coronel Nascimento, que avia acabado de estrelar o seu segundo filme sem a presença do Lazaro Ramos, que era interpretado por outro pretinho chamado de Mathias. Ele tinha tudo em mãos para comandar essa guerra, mas isso não seria uma coisa fácil a se fazer, pois ele enfrentaria a bagatela de 132 mil traficantes armados até os dentes, eles só perdiam em armamento e estratégia para o histórico grupo de Lampião.

Os traficantes desde bem cedo já eram treinados nas artes de batalha contra policia em simuladores distribuídos pelos “padrinhos” da favela, esses simuladores eram postos em lan houses de fachada, e os jovens eram impostos a no mínimo 5 horas de combate por dia. Eles se viam em várias situações simuladas como; GTA e CS os transmitiam.

Depois de todo esse aparato de treinamento militar, os jovens viciados traficantes futuros jogadores de futebol elaboraram um grande plano. Teriam que ser presos por trafico primeiramente, em seguida chamar suas putas para levar informações dentro do #$@$#, o que parecia ser o mais legal a se fazer na hora, pois eram mentes jovens alucinadas e pervertidas. Contudo as mensagens seriam interceptadas pela policia, o que deixariam eles com um elefante atrás da orelha. Logo a mensagem seria passada pelo Jornal Nacional, e abrangeria bem mais o alcance pensado pelos jovens traficantes pervertidos torcedores do flamengo.

Depois da mensagem passada pela mídia, uma grande evolução, o plano estava indo de vendo em poupa até a execução da segunda parte da teia arquitetada por esses infelizes marginais cheirados de sal. Agora eles botariam em pratica toda a sua experiência adquirida nesses softwares simuladores da vida real, começaram com coisas simples, como; assalto de carros, espancamento de cidadãos com objetos inovadores, depois passariam a queimar os carros utilizando coquetéis molotov e alguns Pokémons de tipo fogo criados nos quintais da favela.
  
Após queimarem Roma, quer dizer, o Rio, ele se refugiaram em seu reino, o reino do cruzeiro, onde eles achavam que estava tudo legal, as mil maravilhas, até a ACTDTFP achá-los, e picarem a porra neles, ai “200 traficantes foram passear, além das montanhas para brincar, O BOPE falou, pá pá pá pá... e nenhum traficante voltou de lá “.

Daí em diante todos os olhares se voltam para o lindo e moderno complexo do alemão.